O Partido Democrático Trabalhista (PDT) oficializou nesta segunda-feira (20), durante convenção nacional realizada em Brasília, o apoio à candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição nas eleições de 2026. A decisão foi aprovada por unanimidade pelos dirigentes da legenda e marca o início do período de convenções partidárias que definirão os candidatos ao Palácio do Planalto.
O evento contou com a presença de Lula, do presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, de parlamentares, dirigentes estaduais e lideranças históricas do partido. Apesar do apoio já formalizado pelo PDT, Lula ainda é oficialmente pré-candidato, já que sua candidatura será homologada apenas na convenção nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), marcada para o próximo dia 2 de agosto.
Lupi defende frente democrática
Ao anunciar o apoio do partido, Carlos Lupi afirmou que o PDT considera prioritária a formação de uma ampla frente em defesa da democracia e contra o avanço da extrema direita.
Segundo o dirigente, a decisão foi construída de forma unânime dentro da legenda e representa um compromisso com os princípios históricos do trabalhismo brasileiro.
“O PDT vai apoiar o senhor desde o primeiro turno. É uma satisfação pessoal minha”, afirmou Lupi durante a convenção.
Em seu discurso, o presidente do PDT também ressaltou que o partido pretende manter sua identidade política, ao mesmo tempo em que contribui para a construção de um projeto comum entre forças do campo democrático. O dirigente destacou ainda o legado de Leonel Brizola como referência para a decisão tomada pela legenda.
Lula faz defesa da democracia e critica cenário político
Recebido sob aplausos pelos participantes da convenção, Lula agradeceu o apoio do PDT e afirmou que a política brasileira precisa recuperar o diálogo e a capacidade de representar os interesses da população.
Durante o discurso, o presidente fez referência ao ex-governador Leonel Brizola, fundador do PDT, afirmando que sente falta de uma política baseada no respeito às pessoas e lamentou o atual ambiente de polarização.
“A política apodreceu. O Brasil tem saudade da política da época do Brizola”, declarou o presidente.
Lula também voltou a defender a soberania nacional e criticou iniciativas que, segundo ele, buscam interferência estrangeira na política brasileira.
“Se quiserem vir apoiar o meu adversário, que venham. Vamos derrotar todos em nome da defesa da democracia neste país”, afirmou.
Convenções entram na reta decisiva
A convenção do PDT abriu oficialmente o calendário de encontros nacionais dos partidos para homologação das candidaturas às eleições de outubro. Nas próximas semanas, outras legendas também confirmarão seus candidatos à Presidência da República e demais cargos em disputa.
Confira as próximas convenções nacionais:
- PL – 25 de julho;
- PSD – 26 de julho;
- MDB – 27 de julho;
- Novo – 27 de julho;
- PCdoB – 30 de julho;
- PSTU – 31 de julho;
- PV – 31 de julho;
- PCO – 1º de agosto;
- PT – 2 de agosto;
- PSB – 2 de agosto.
As convenções partidárias são obrigatórias para a oficialização das candidaturas e devem ocorrer entre 20 de julho e 5 de agosto, conforme o calendário eleitoral. Após essa etapa, os partidos poderão solicitar o registro de seus candidatos junto à Justiça Eleitoral.


