Um avião monomotor caiu no fim da manhã desta sexta-feira (9) no pátio de manutenção do Metrô de Belo Horizonte, no bairro São Gabriel, na Região Nordeste da capital. O piloto, único ocupante da aeronave, morreu no local.
O acidente ocorreu por volta das 11h15. Segundo o Corpo de Bombeiros, o avião atingiu a estrutura de um galpão e elementos da rede elétrica do pátio antes de cair sobre trilhos utilizados para manobras e manutenção de composições. Após o impacto, a aeronave pegou fogo.
O Corpo de Bombeiros mobilizou seis viaturas e utilizou espuma mecânica para controlar as chamas. A energia elétrica na área de manutenção foi desligada durante o atendimento da ocorrência. Nenhum funcionário do metrô ficou ferido e nenhum trem foi atingido.
Apesar do acidente, a circulação da Linha 1 não foi interrompida. A queda ocorreu em uma área operacional separada dos trilhos utilizados normalmente pelos trens com passageiros.
Por segurança, aproximadamente 400 funcionários foram retirados das instalações administrativas e operacionais próximas ao ponto do acidente durante o trabalho das equipes de emergência.
Segundo a concessionária Metrô BH, os danos ficaram restritos às instalações do pátio, sem registro de feridos entre funcionários e sem impacto nas composições utilizadas pelos passageiros.
Avião havia saído da Pampulha
A aeronave era um Embraer EMB-711ST Corisco II Turbo, de matrícula PT-VHE, fabricado em 1988. O avião havia decolado do Aeroporto da Pampulha e, conforme o plano de voo informado pelas autoridades, faria um pouso em Juatuba, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, antes de retornar ao aeroporto de origem.
Segundo dados do Registro Aeronáutico Brasileiro da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o monomotor tinha capacidade para quatro pessoas e estava em situação regular. A aeronave estava registrada para uso privado e não possuía autorização para operações comerciais de transporte de passageiros.
A identidade do piloto ainda não havia sido divulgada oficialmente até a atualização mais recente.
Testemunhas relataram que o avião voava em baixa altitude momentos antes da queda. Algumas disseram ter ouvido estouros e observado fumaça antes do impacto. Esses relatos ainda fazem parte da apuração e não permitem determinar a causa do acidente.
Cenipa inicia investigação
O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) iniciou ainda nesta sexta-feira os trabalhos para apurar as circunstâncias da queda.
Investigadores do Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa III) foram enviados ao local para realizar a chamada Ação Inicial, etapa que inclui coleta e preservação de evidências, levantamento dos danos e obtenção de informações sobre o voo.
A Polícia Civil também realizou perícia no local e ficou responsável pelos procedimentos relacionados ao corpo da vítima.
Até o momento, não há confirmação oficial sobre falha mecânica, pane no motor ou qualquer outra causa para a queda. A investigação aeronáutica deverá analisar as condições do avião, o histórico de manutenção, informações do voo e demais elementos recolhidos no local.


