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Home Colunas

Monarco: Baluarte dos Bambas

Por Lenin Novaes
27 de dezembro de 2021 - 08:43
em Colunas

Hildemar Diniz, o Monarco, Baluarte dos Bambas - 

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“Portela, eu às vezes meditando,

Quase acabo até chorando

Que nem posso me lembrar

Teus livros têm tantas páginas belas

Se for falar da Portela, hoje não vou terminar”

– Marineth, a harmonia e a poesia do samba “Passado de glória” revestiam a performance artística de Monarco, com trejeito peculiar, inigualável, ao cantar no palco da Roda de Samba do MIS. A plateia, como que hipnotizada, curtia com admiração o consagrado compositor da escola de samba Portela. E, como apresentador do show, lá do cantinho da pequena arena musical, com arte visual do artista Mello Menezes, testemunhei a plena sintonia de Monarco com o público. E, também, a participação dele no samba do Bloco Mis a Mis, que desfilava da Praça XV à Lapa. O acompanhei na gravação do samba. Exteriorizava simpatia e não escondia o prazer em atender as demandas que a direção do MIS – Museu da Imagem e do Som – sempre lhe solicitava.

– Athaliba, simpatia e generosidade eram marcas genuínas do sambista, né?

– Sim, Marineth. Essas lembranças de Hildemar Diniz, que deu vida artística a Monarco, o Baluarte dos Bambas, me saltaram à memória ao saber da sua morte, em 11/12. Foi a Marília Trindade Barboza, ex-presidente do MIS, que me comunicou da doença que acometia o sambista e que o levara à hospitalização. Fui assessor de imprensa da instituição na gestão dela, no governo Anthony Garotinho/Benedita da Silva, e tivemos uma administração memorável. Mas, devido à falta absoluta de investimento por parte do governo à cultura, pedi exoneração do cargo.

– Athaliba, então ocê pulou prá fora da pirâmide dos podres poder do Garotinho, heim!

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– Antes da roubalheira praticada por ele e da qual é acusado na justiça, Marineth. Também como a Rosinha, sua mulher, o Sérgio Cabral, Luiz Fernando Pezão, Moreira Franco e o ex-juiz Wilson Witzel, que governaram de forma vergonhosa o Rio de Janeiro. Bem, como contava sobre a conversa com a Marília, relembramos atividades realizadas no MIS que incluiu a reativação do Projeto Depoimentos para Posteridade; lançamentos de livros; exposições; reformas pontuais nos prédios das sedes da Lapa e Praça XV; Festival de Choro do Rio, criação do bloco MIS a MIS; Roda de Choro e a Roda de Samba. Essas atividades proporcionavam visibilidade a artistas ignorados por conveniência pela grande mídia, por não se enquadrar nos padrões de rentáveis negócios artísticos de baixa qualidade que ainda predominam no mercado artístico.

– Athaliba, o Monarco vai se tornar figura mitológica do samba?

– Marineth, em vida, eu já o considerava Baluarte dos Bambas. Creio que poucos como ele se dedicou tanto à preservação do patrimônio da nossa maior manifestação cultural popular. Por toda a trajetória dos seus 88 anos, Hildemar Diniz viveu a essência do samba, foi memória viva e autêntica da história do samba e será sempre a personificação do sambista de verdade. Mesmo adversários o respeitavam.

– Como, Athaliba?

– Marineth, o saudoso amigo e jornalista Jarbas Domingos Vaz era diretor da Portela, na gestão Nilo Figueiredo, e pediu-me para ser assessor de imprensa da agremiação. Mãos à obra, meu objetivo era reerguer o Centro Cultural da escola, criado por Hiram Araújo e Carlos Monte. Fiz a ponte com a direção da Escola de Belas Artes da UFRJ. Mas, a direção da Portela travou e não houve progresso. Sai de cena. E veio às eleições. Na oposição, o desempenho taciturno de Monarco foi decisivo à vitória da chapa adversária. O carisma dele evidenciou-se e a situação deu a mão à palmatória. E o líder da Velha-Guarda, então, tornou-se presidente de honra da Portela.

– Athaliba, o Monarco nunca ganhou disputa de samba-enredo na azul-e-branco, né?

– Marineth, o Baluarte dos Bambas sempre teve finalidade maior. Veja no documentário Mistério do Samba e, também, o DVD Monarco: a Memória do Samba. O samba “Passado de glória” me remete a outra obra prima dele, “De Paulo da Portela a Paulinho da Viola”, no qual diz o seguinte: “Antigamente era Paulo da Portela/Agora é Paulinho da Viola/Paulo da Portela, nosso professor/Paulinho da Viola, o seu sucessor/Vejam que coisa mais bela/O passado e o presente da nossa querida Portela/Paulo, com sua voz comovente/Cantava, ensinando a gente/Com pureza e prazer/O seu sucessor na mesma trilha/É razão que hoje brilha/Vaidade nele não se vê/Ó, Deus/Conservai esse menino que a Portela do Seu Natalino/Saúda com amor e paz/Quem manda um abraço é Rufino/Pois Candeia e Picolino/Lhe desejam muito mais”.

– Athaliba, que Monarco, o Baluarte dos Bambas, para sempre possa ser lembrando. Axé!

Tags: ColunaLenin Novaes
Lenin Novaes

Lenin Novaes

Crônicas do Athaliba LENIN NOVAES jornalista e produtor cultural. É co-autor do livro Cantando para não enlouquecer, biografia da cantora Elza Soares, com José Louzeiro. Criou e promoveu o Concurso Nacional de Poesia para jornalistas, em homenagem ao poeta Carlos Drummond de Andrade. É um dos coordenadores do Festival de Choro do Rio, realizado pelo Museu da Imagem e do Som - MIS

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