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Home Notícias Brasil

Meta diz ao TSE que ‘Exército do Lula’ não viola regras da plataforma

Empresa entregou relatório após pente-fino determinado por Nunes Marques; Google não encontrou uso de robôs e X informou que cerca de 97% das contas analisadas eram autênticas

Por Redação
24 de outubro de 2026 - 07:45
em Brasil
Ministro do TSE impede Nunes Marques de suspender administrativamente o ‘Exército do Lula’

Foto: Rafa Neddermeyer/ABR

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A Meta informou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que não encontrou irregularidades no funcionamento do canal de WhatsApp “Exército do Lula”, administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) para mobilizar apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A manifestação foi apresentada nesta sexta-feira (23), após o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, determinar um pente-fino no canal a pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL).

Segundo a Meta, a análise técnica não identificou violações às políticas da empresa.

“A análise do canal à luz das diretrizes de canais consta da declaração técnica anexa que constatou que não há violação das políticas, detalhando as políticas e metodologia para detecção de conteúdo violador”, informou a plataforma ao TSE.

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A campanha de Flávio havia alegado à Justiça Eleitoral que ações organizadas pelo canal poderiam estar em desacordo com o plano de conformidade apresentado pelas plataformas ao tribunal.

Na quinta-feira (22), Nunes Marques deu prazo de 24 horas para que a Meta apresentasse informações sobre comportamento coordenado entre contas e canais, padrões de engajamento, rastreabilidade dos conteúdos, atividade publicitária e outros dados relacionados à mobilização.

Google não encontrou robôs

Google e X também foram chamados a prestar informações ao TSE sobre as ações promovidas a partir do “Exército do Lula”.

O Google informou que não identificou tráfego automatizado, scripts, botnets, ameaças cibernéticas ou outras irregularidades relacionadas às buscas analisadas.

A empresa examinou pesquisas estimuladas pelas chamadas “missões”, em que participantes do canal recebem orientações para procurar determinadas expressões em horários específicos.

X aponta coordenação, mas diz que 97% das contas eram autênticas

O X analisou 58 hashtags relacionadas ao processo. Juntas, elas somaram aproximadamente 8,2 milhões de publicações feitas por cerca de 476 mil contas.

A plataforma identificou ações coordenadas, com concentração de publicações em determinados horários.

Segundo o relatório entregue ao TSE, cerca de 97% das contas analisadas não apresentaram sinais de automação, redes de perfis falsos ou operação irregular de múltiplas contas.

O X informou ter suspendido 12.454 contas nas quais encontrou indícios de comportamento inautêntico. Outras 398 foram submetidas a reverificação por telefone.

Entre as hashtags examinadas estava #PesquiseBolsonaroMandouMatarLula, que registrou 307.583 publicações na primeira hora, segundo os dados apresentados pela plataforma.

Meta pede prazo para complementar informações

A Meta informou ainda ter recebido material adicional encaminhado pelos advogados de Flávio Bolsonaro e pediu mais cinco dias para concluir análises complementares.

Segundo a empresa, o pedido do TSE envolve diferentes serviços e exige coleta e processamento de dados do WhatsApp, Instagram e Facebook.

O relatório já entregue, entretanto, registra que a análise realizada até então não encontrou violação das políticas do canal.

Canal já foi suspenso durante o segundo turno

A disputa em torno do “Exército do Lula” começou no dia 11 de outubro, quando Nunes Marques determinou a suspensão do canal após pedido da campanha de Flávio Bolsonaro.

A decisão citou a suposta replicação de conteúdos considerados inverídicos pelo tribunal.

O corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, derrubou a suspensão. Nunes Marques posteriormente voltou a determinar o bloqueio, desta vez alegando que o canal mantinha vínculo com a campanha de Lula sem estar registrado oficialmente na Justiça Eleitoral.

Depois que a campanha registrou o canal no TSE, Nunes Marques autorizou sua reativação.

O canal chegou nesta sexta-feira à marca de aproximadamente 10 milhões de participantes.

Floriano impede nova suspensão administrativa

Também nesta sexta-feira, o ministro Floriano de Azevedo Marques determinou que o canal não seja novamente suspenso ou restringido por decisão administrativa individual da Presidência do TSE.

A medida atendeu a um mandado de segurança apresentado pela campanha de Lula.

Segundo Floriano, depois que a controvérsia foi submetida ao colegiado, uma decisão monocrática administrativa sobre a suspensão do canal apresenta vício de competência.

“Nenhum ministro da Corte, menos ainda no exercício de competência administrativa, pode se sobrepor à autoridade do Colegiado”, afirmou.

Com a decisão, eventual nova suspensão deverá ser analisada pelo Plenário do TSE ou dentro de processo judicial eleitoral competente.

Tags: André Janoneseleições 2026Exército do LulaFlávio BolsonaroGoogleLulaMetaNunes Marquesredes sociaisTSEWhatsAppX
Redação

Redação

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