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Home Esportes

Messi se aposenta da seleção argentina após 21 anos

Camisa 10 marcou um gol, deu duas assistências e participou dos três gols na vitória por 3 a 0 sobre o Benim em uma noite de homenagens no Monumental

Por Redação
7 de outubro de 2026 - 09:47
em Esportes
Messi se aposenta da seleção argentina após 21 anos

Reprodução / X

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Lionel Messi encerrou nesta terça-feira (6) uma das maiores histórias já construídas com a camisa de uma seleção. Aos 39 anos, o camisa 10 disputou sua última partida pela Argentina e se despediu em grande estilo: participou dos três gols na vitória por 3 a 0 sobre o Benim, diante de mais de 85 mil torcedores no Monumental de Núñez, em Buenos Aires.

Messi deu as assistências para os gols de Nicolás Otamendi e Nico Paz e marcou, de pênalti, seu 126º e último gol pela seleção.

Foram 208 partidas em 21 anos defendendo a Argentina.

A noite, porém, começou muito antes de a bola rolar.

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Messi já demonstrava emoção no ônibus que levava a delegação ao estádio. No Monumental, encontrou arquibancadas tomadas por camisas, bandeiras e imagens que contavam diferentes momentos de sua trajetória.

Antes da partida, uma camisa gigante da seleção com o número 10 e a palavra “Gracias” foi aberta no gramado.

Messi entrou acompanhado dos filhos Thiago, Mateo e Ciro. Durante a execução do hino argentino, interpretado pelo ex-combatente da Guerra das Malvinas Fabio Santana, não conseguiu conter as lágrimas. Lionel Scaloni, ao seu lado, também se emocionou.

Aos 10 minutos, o jogo foi interrompido para uma homenagem ao camisa 10. O Monumental voltou a ovacioná-lo enquanto fogos iluminavam o estádio.

Uma última atuação de gala

Dentro de campo, o Benim conseguiu segurar a Argentina durante o primeiro tempo, mas a despedida ganhou o roteiro esperado depois do intervalo.

Aos 48 minutos, Messi cobrou escanteio e Nicolás Otamendi apareceu para marcar de primeira. Era a primeira assistência do camisa 10 na noite — e também uma participação especial de Otamendi, que igualmente fazia sua despedida da seleção.

Aos 61, Messi encontrou Nico Paz, que ampliou para 2 a 0.

Faltava o gol dele.

Aos 71 minutos, Agustín Giay sofreu pênalti. Messi pegou a bola e cobrou no alto, marcando o terceiro da Argentina.

Foi o gol de número 126 com a camisa da seleção.

O último.

Messi permaneceu em campo até o apito final. Já nos acréscimos, ainda cobrou uma falta, em seu último contato com a bola como jogador da Argentina.

“Eu vou em paz”

Horas antes da partida, Messi havia antecipado o sentimento com que chegava ao fim da caminhada.

“O momento chegou. Eu vou em paz. Deixei tudo. Esta camisa foi meu sonho, meu orgulho e minha vida”, afirmou em mensagem divulgada antes do jogo.

Depois do apito final, a festa continuou.

Um espetáculo de drones formou no céu imagens relacionadas à trajetória do camisa 10 e mensagens de agradecimento. Houve ainda luzes, fogos e apresentações musicais. Soledad Pastorutti participou da homenagem antes do discurso de despedida do jogador.

Messi voltou a se emocionar ao falar com a torcida e lembrou do pai, Jorge Messi, que morreu em agosto.

“É muito difícil dizer alguma coisa hoje, são muitas emoções. A primeira coisa que penso é no meu velho”, disse.

O camisa 10 agradeceu aos argentinos e falou sobre o que significou defender a seleção durante mais de duas décadas.

“Jogar na seleção argentina foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida”, afirmou.

Messi se despediu da Argentina com gol e duas assistências na vitória por 3 a 0 sobre o Benim. Camisa 10 encerra trajetória de 208 jogos e 126 gols.
(Reprodução / X)

Da expulsão na estreia ao topo do mundo

A despedida encerrou uma trajetória iniciada em 17 de agosto de 2005.

Messi tinha 18 anos quando entrou no segundo tempo de um amistoso contra a Hungria, em Budapeste. Sua estreia pela seleção principal durou poucos minutos: o jovem atacante acabou expulso pouco depois de entrar.

O começo turbulento antecipou uma relação que durante muitos anos esteve longe de ser simples.

Messi chegou a quatro finais importantes sem conquistar o título: Copa América de 2007, Copa do Mundo de 2014 e Copas América de 2015 e 2016.

Depois da derrota para o Chile na decisão de 2016, anunciou que não jogaria mais pela seleção.

Voltou meses depois.

A história começou definitivamente a mudar em 2021.

No Maracanã, contra o Brasil, Messi levantou a Copa América e conquistou seu primeiro grande título pela seleção principal.

Em 2022, venceu a Finalíssima contra a Itália, em Wembley.

Meses depois, no Catar, alcançou o título que perseguira durante praticamente toda a carreira.

A Argentina venceu a França nos pênaltis após empate por 3 a 3 e conquistou sua terceira Copa do Mundo. Messi marcou duas vezes na final e levantou a taça como capitão.

Em 2024, conquistou novamente a Copa América.

A última Copa do Mundo veio em 2026. Mesmo aos 39 anos, Messi marcou oito gols e ajudou a Argentina a chegar novamente à decisão. Desta vez, a seleção terminou com o vice-campeonato após a derrota para a Espanha.

Pouco depois do Mundial e após a morte do pai, Messi anunciou que encerraria sua trajetória pela seleção.

208 jogos e 126 gols

Messi deixa a Argentina como recordista de partidas e maior artilheiro da história da seleção.

Foram 208 jogos e 126 gols desde a estreia em 2005.

Pela equipe principal, conquistou duas Copas América, em 2021 e 2024, a Finalíssima de 2022 e a Copa do Mundo do Catar. Pela Argentina, também foi campeão mundial sub-20 em 2005 e conquistou o ouro olímpico em Pequim, em 2008.

A relação com a seleção atravessou críticas, derrotas, uma aposentadoria revertida e uma sequência de títulos que mudou os últimos anos de sua história com o futebol argentino.

Na terça-feira, não havia mais cobrança.

Depois do jogo, milhares de torcedores permaneceram nas arquibancadas enquanto Messi seguia no gramado, cercado pela família, companheiros e integrantes da seleção.

O Monumental ainda tinha uma última palavra para o camisa 10.

“Gracias, Leo.”

Tags: aposentadoriaArgentinaBenimCopa AméricaCopa do Mundofutebol internacionalLionel MessiMessiMonumental de NúñezNico PazNicolás OtamendiSeleção Argentina
Redação

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