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Home Colunas

Maria Chica e Timirizinho

Por Lenin Novaes
sábado – 26/06/2021 – 07:02
em Colunas

Arte de Pablo Picasso, pintor notabilizado no cubismo, do qual é cofundador.

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– Marineth, é profunda a saudade de Maria Chica e Timirizinho. O sentimento me consome cada vez mais nessa trajetória de quase ano e meio da crise sanitária da pandemia do COVID-19 que nos distancia em isolamento social. Me inquieta à noite, até pegar no sono e, no decorrer do dia, desvirtua-me a memória nos afazeres do cotidiano. Como ela e ele estarão nessa situação atípica de distanciamento? Por mais de mil vezes almejei meter o pé na estrada e sair por aí para chegar até a eles, furando as barreiras sanitárias que possam estar atravancando os caminhos. Ultrapassando bloqueios como aqueles em que militares “plantavam” em frente das entradas das casernas à época de triste e amarga lembrança da ditadura empresarial-militar de 1964/1985 que sufocou o Brasil. Contudo, a coerência e o bom juízo, coligados ao receio em me contagiar com o vírus e, assim, repassar para outras pessoas, me levam a recuar da tentação.

– Athaliba, que trem doido é esse que angustia? Tá delirando? Essa pandemia pode estar desparafusando teu cérebro à conta gota. Toma cuidado para não pirar o cabeção.

– Nada disso, Marineth. Não tô pirando a cuca. Acontece que Maria Chica e Timirizinho são elementos que se incorporaram à minha vida de forma avassaladora. Acolheram-me com carinho e devoção, preenchendo um vazio circunstancial. Sabe como é… Não existe espaço vazio e eles souberam ocupar com afeto. Maria Chica não titubeou em me abrigar do frio do rigoroso inverno, com meiguice, contrariando aquele jeitinho que caracteriza nativa interiorana em desconfiar do visitante à cidade. Preciso exaltar que, Timirizinho, por sua vez, embora muito tímido, retraído, me possibilitou vital aquecimento como estivesse à beira de uma lareira num castelo europeu.

– Athaliba, tô prá lá de surpresa e muito curiosa com esse caso. Tá me cheirando a fábula de alguém que vislumbra feixe de luz no fundo de uma daquelas cavernas misteriosas narradas nas lendas maranhense. Isso tudo tá no teu imaginário. Sei que ocê não é adepto a psicotrópicos, medicamentos que ativam o sistema nervoso central, alterando a função cerebral e que mudam a percepção, o humor, o comportamento e a consciência, temporariamente. Além de não se servir de drogas tarja-preta, ocê não consume outros bagulhos alucinógenos. E como existem bagulhos estragados por aí, nas chamadas “boca de fumo”, né? Ocê é de bebericar cervas geladinhas e vodka polonesa Wyborova. Assim, não consigo detectar a origem dessa tal alucinação.

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– Marineth, não se trata de delírio, desvario. É fato real. Sei que essa pandemia do COVID-19 que já causou a morte de quase quatro milhões de pessoas no mundo, sendo mais de 500.000 mil no Brasil, tá fragilizando a cuca de muita gente. A atividade profissional de psicólogos nunca se mostrou tanto quanto é fundamental à saúde, como nessa crise epidêmica que tá assolando o planeta. É verdade, tem gente que nega a pandemia. Inclusive o governo do mito pés de barro é investigado por omissões na crise pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Senado. Aliás, o mito pés de barro, em afronta descarada à ciência, ratificando total falta de saúde mental, tirou a máscara de proteção ao vírus de um menino que foi colocado no colo dele para fotografia, na visita técnica à Barragem de Oiticica, em Jucurutu, no Rio Grande do Norte.

– Athaliba, por favor, não desvie do assunto. Sei que essa atitude vergonhosa do mito pés de barro te deixou indignado, assim como a maioria da população da nossa querida pátria amada. O deplorável caso foi filmado e circulou nas redes sociais pelo mundo, recheado de comentários de discordância. Com esse lastimável episódio, ele fundamenta mais uma prova contra si próprio para levá-lo ao banco dos réus em tribunal internacional como genocida.

– Marineth, o mito pés de barro tá cada vez mais encrencado. A denúncia escandalosa de superfaturamento na compra da vacina indiana Covaxin vai dar muito “pano prá manga”. A oposição pediu abertura de inquérito na Procuradoria Geral da República e no Tribunal de Contas da União. Por outro lado, a CPI do COVID-19 vai deitar e rolar no caso, podendo fechar a tampa do ataúde do mito pés de barro, antecipando o fim do mandato à presidência da República.

– Phorra, Athaliba, vamos deixar o mito pés de barro entregue aos próprios desatinos dele, com destino já definido de se perpetuar na vala comum da história do Brasil. Quero saber detalhe da Maria Chica e de Timirizinho.

– Marineth, detalhes só daqui a 100 anos, como o comando do Exército justificou o caso do general Pazuello, não punido pela desabonada transgressão junto com o mito pés de barro, no ato político de 23/5. Amparo-me na Lei de Acesso à Informação à qual o milico ficou protegido.

Tags: ColunaLenin Novaes
Lenin Novaes

Lenin Novaes

Crônicas do Athaliba LENIN NOVAES jornalista e produtor cultural. É co-autor do livro Cantando para não enlouquecer, biografia da cantora Elza Soares, com José Louzeiro. Criou e promoveu o Concurso Nacional de Poesia para jornalistas, em homenagem ao poeta Carlos Drummond de Andrade. É um dos coordenadores do Festival de Choro do Rio, realizado pelo Museu da Imagem e do Som - MIS

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