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Home Colunas

Ter ou não pêlos pubianos em Alucard?

Por Lenin Novaes
quinta-feira – 24/01/2019 – 12:56
em Colunas
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– Chupa essa, Athaliba. Tem preferência por pêlos pubianos? Gosta de xaninha com pentelhos?

– Uai, Marineth, “devagar com o andor que o santo é de barro”. Porque a pergunta assim de chofre?

– Calma. Não fique assustado. O assunto é sério. Em Alucard rola ti-ti-ti entre a mulherada sobre ter ou não pêlos pubianos. O reboliço foi provocado porque uma famosa atriz, ex-modelo e ex-miss, revelou que há décadas não se depila. Ela respondeu às críticas por aparecer nua e peluda em fotos numa revista, dizendo que “o meu ginecologista disse que os pêlos protegem a vagina e acho horríveis pêlos depilados com cara de bigodinho de Hitler. Nos meus pentelhos ninguém mete o bedelho”.

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– Bem, Marineth, a atriz não deixa de ter razão, no meu entendimento. Mas isso ocorreu na virada do século e do milênio. Só não compreendo é esse ti-ti-ti alarmante que você diz que rola, somente agora, em Alucard. Outra atriz, em 1985, expôs a “mata atlântica” em fotos numa revista direcionada ao público masculino. Ela ficou estigmatizada e disse que quase virou “adjetivo e sinônimo de quem não se depila; tudo como se tivesse parado no tempo”. E arrematou num apelo: “Peço que parem com essa apropriação do pentelho alheio”.

– Trata-se de efeito retardado, Athaliba. Não vamos entrar no mérito da questão. O que acontece é a enquete que apura opinião das mulheres. Os principais magazines de comunicação estão dando enorme destaque ao assunto. O jornal Trilhos e a Revista Boatos estão medindo forças, buscando aumentar as vendas. O periodista conhecido como Fala Mansa se viu em apuros ao abordar o caso com professoras. Gaguejou na pergunta “Vo-vo-vo-cês são a fa-fa-fa-vor ou contra os pê-pê-pê-los pú-pú-bi-bi-anos?” Margarida logo entendeu e tratou de ajudá-lo: “A maioria depila. Algumas aparam até as beiras da vagina. Tem quem faz desenho de coraçãozinho e até a primeira letra do nome do namorado. Eu, quando adolescente, devido aos abundantes pêlos, minhas colegas me chamavam de Rapunzel do Mato Dentro. E, por isso, me acostumei a não usar calcinha, pois os pelos a transpassavam”.

– Que beleeeeeeeza! E qual a sua opinião, Marineth?

– Sabe, Athaliba, médicos afirmam que os pêlos pubianos são fundamentais para a saúde, pois a principal função é proteger os órgãos sexuais contra micro organismos que podem causar infecções. E são contra a depilação total. É importante cuidar da higiene na área dos órgãos sexuais. É uma ignorância a depilação total, sob o argumento de que os pelos são anti-higiênicos. Trato os meus pêlos com carinho, que são a alegria do meu companheiro. Ele faz trancinhas e coloca xuxinhas coloridas nas pontas.

– Me poupe desses detalhes, Marineth, pois sei que quer provocar ciúmes. Mas, a questão, é de grande importância para a saúde. Manter os pêlos pubianos não significa falta de higiene. Espero que esse ti-ti-ti resulte na volta não só dos pêlos pubianos, mas, também, nas pernas e axilas. E que o empoderamento feminino não fique restrito apenas na luta pela total igualdade entre gêneros.

– É isso mesmo, Athaliba. Temos que lutar contra o rótulo ‘sociedade de aparência’. Somos escravas da indústria de cosméticos, por exemplo, que, com seus múltiplos produtos, promete alto padrão de beleza. Em Alucard tem mais mulheres que homens e elas devem valer-se desse ti-ti-ti sobre pêlos pubianos para aprofundar discussão sobre questões políticas, pois só assim poderão conquistar maior participação na estrutura institucional da cidade, como na Câmara de Vereadores, onde são descartadas. É importante o engajamento de todas no núcleo Mulheres Aguerridas de Alucard, liderado por Anabela.

– Bem, Marineth, veja o Soneto da paixão, feito naquela ocasião da manifestação da atriz:

 

Quando teus pêlos, com os dedos

Das minhas mãos, suave, acariciar,

Terás sensação de arrepio e medos,

Como, irrefletida, sonhas em amar.

 

Quando em mim os teus segredos,

Entre gemidos de prazer te revelar,

Qual anseio que explode em latejos,

Sem que a razão possa neutralizar.

 

Quando, com o que amor faço, tragar,

Volúpia incontrolável de até morder,

Invertida, no sentido do avesso, ficar;

 

Com a língua o teu corpo percorrer,

A cumplicidade irá nos perpetuar,

No gozo pleno, pacto infindo de viver.

 

*Lenin Novaes, jornalista e produtor cultural. É co-autor do livro Cantando para não enlouquecer, biografia da cantora Elza Soares, com José Louzeiro. Criou e promoveu o Concurso de Poesia para jornalistas, em homenagem ao poeta Carlos Drummond de Andrade. É um dos coordenadores do Festival de Choro do Rio, realizado pelo Museu da Imagem e do Som – MIS.

Lenin Novaes

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Crônicas do Athaliba LENIN NOVAES jornalista e produtor cultural. É co-autor do livro Cantando para não enlouquecer, biografia da cantora Elza Soares, com José Louzeiro. Criou e promoveu o Concurso Nacional de Poesia para jornalistas, em homenagem ao poeta Carlos Drummond de Andrade. É um dos coordenadores do Festival de Choro do Rio, realizado pelo Museu da Imagem e do Som - MIS

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