O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, reuniu milhares de apoiadores em uma caminhada pelo Centro de Belo Horizonte nesta quarta-feira (21), a quatro dias do segundo turno da eleição presidencial.
O ato começou por volta das 17h na região da Praça da Estação e seguiu pelo Hipercentro, passando pela Praça Sete e pela Avenida Amazonas em direção à Praça Raul Soares. Foi a primeira visita de Lula a Belo Horizonte durante a campanha do segundo turno.
Lula percorreu parte do trajeto em carro aberto ao lado da primeira-dama Janja, da senadora eleita Marília Campos, do ministro de Minas e Energia Alexandre Silveira, do governador reeleito do Piauí Rafael Fonteles e do ministro Rui Costa.
Também participaram Patrus Ananias, Jarbas Soares, o deputado federal André Janones, o líder indígena Ailton Krenak e artistas como Fernanda Takai e Djonga.
A organização do evento estimou a presença de cerca de 200 mil pessoas, mas não foi divulgada contagem oficial ou independente do público.
“Eu acredito”
Durante o percurso, Lula usou uma referência ao Atlético Mineiro para pedir mobilização aos apoiadores.
O presidente lembrou as viradas do clube na Copa do Brasil de 2014, quando a torcida adotou o grito de “eu acredito”, e pediu que os mineiros levassem a mesma expressão para a reta final da campanha.
“Agora a torcida de Minas Gerais, a torcida de Belo Horizonte vai gritar: ‘Lula, eu acredito’”, afirmou.
Lula também pediu aos apoiadores que conversem com eleitores até domingo e reforçou a importância de comparecer às urnas.
A mobilização em Minas ocorre depois de Flávio Bolsonaro (PL) terminar o primeiro turno à frente no estado. O candidato do PL recebeu cerca de 5,77 milhões de votos, ou 48,24% dos válidos, enquanto Lula obteve aproximadamente 5,18 milhões, ou 43,33%. A diferença foi de cerca de 588 mil votos.
Mobilização também nas redes
Outro tema do discurso foi a atuação digital dos apoiadores.
Lula anunciou que pretende participar do canal de WhatsApp criado pelo deputado André Janones e utilizado pela campanha para mobilização nas redes sociais.
O presidente afirmou ter recebido um aparelho celular do governador Rafael Fonteles e convidou apoiadores a integrar o grupo. A campanha estabeleceu como meta chegar a 10 milhões de participantes.
O ato também teve referências à disputa entre Lula e Flávio sobre a abertura de sigilos bancários, fiscais e telefônicos.
Lula voltou a cobrar que o adversário apresente autorização para divulgação de seus dados depois que a campanha petista informou ter aceitado as condições adicionais apresentadas pelo candidato do PL.
O assunto ganhou espaço na campanha depois do debate da Band, quando Lula propôs que os dois candidatos abrissem seus sigilos e os de familiares.
Minas na reta final
Minas Gerais é o segundo maior colégio eleitoral do país e voltou a receber atenção das duas campanhas nos últimos dias antes da votação.
Lula já havia passado por Juiz de Fora e Ipatinga durante o segundo turno e escolheu Belo Horizonte para uma das últimas grandes mobilizações de rua antes da eleição.
Flávio Bolsonaro também tem retorno previsto a Belo Horizonte no sábado (24), véspera da votação, para um ato com apoiadores.


