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Home Notícias Brasil

Lula diz que quer transformar Brasil em país desenvolvido em quatro anos

Presidente aponta energia limpa, minerais críticos, terras raras e novos investimentos como motores para acelerar o crescimento do país

Por Redação
6 de novembro de 2026 - 17:13
em Brasil
Lula diz que quer transformar Brasil em país desenvolvido em quatro anos

Foto: Ricardo Stuckert/PR

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (6) que pretende transformar o Brasil em um país desenvolvido ao longo dos próximos quatro anos.

A declaração foi feita durante reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), em Brasília, ao defender que o país aproveite melhor suas vantagens nas áreas de energia, mineração, infraestrutura e tecnologia.

“Eu quero, em apenas quatro anos, tirar o Brasil do estágio de país em desenvolvimento e colocá-lo no estágio de país desenvolvido.”

Lula disse considerar “extraordinárias” as perspectivas brasileiras e citou como principais ativos a produção de energia renovável, as reservas de minerais críticos e terras raras e a capacidade de atrair investimentos produtivos.

A fala ocorre um dia depois de o governo aprovar uma lista com 27 minerais considerados críticos e estratégicos. Terras raras, grafita, lítio, níquel, cobalto, cobre, manganês, silício e urânio ficaram no grupo de maior prioridade.

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A política para o setor prevê incentivos ao processamento e à transformação desses minerais no Brasil, com o objetivo de ampliar a participação do país em cadeias de maior valor agregado, como baterias, veículos elétricos, eletrônicos e sistemas de armazenamento de energia.

Lula quer data centers com geração própria de energia

O presidente também citou o interesse internacional pela instalação de data centers no Brasil.

Segundo Lula, o governo pretende atrair esses investimentos, mas quer que os empreendimentos construam ou contratem novas fontes de geração para atender ao próprio consumo.

“Quem vier investir construa a sua própria energia. Não vai ser a energia do povo que vai ser utilizada para data center.”

Os data centers exigem grande quantidade de eletricidade para manter servidores, sistemas de refrigeração e equipamentos funcionando de forma contínua.

Lula defendeu que a disponibilidade brasileira de energia renovável seja usada para atrair novos projetos sem comprometer o abastecimento destinado aos demais consumidores.

Transição energética entra na estratégia

Durante a reunião do CNPE, Lula também destacou o chamado Mapa do Caminho para a transição energética, elaborado no contexto dos compromissos assumidos pelo Brasil nas discussões climáticas internacionais.

O documento trata da redução gradual da dependência dos combustíveis fósseis e de medidas para combater o desmatamento e a degradação florestal.

Ao comentar o avanço da proposta, Lula disse que metas inicialmente consideradas difíceis podem ser alcançadas com decisão política e negociação internacional.

“Vocês sabem que na minha vida não existe a palavra impossível.”

O presidente associou a transição energética ao desenvolvimento industrial e à possibilidade de o Brasil ampliar sua presença em setores ligados à economia de baixo carbono.

Articulação no Congresso

Lula também atribuiu parte dos resultados obtidos pelo governo à negociação com o Congresso Nacional.

Segundo o presidente, o governo conseguiu aprovar medidas importantes mesmo sem possuir maioria própria entre deputados e senadores.

“Conseguimos esse sucesso todo num Congresso teoricamente adverso.”

Lula citou a capacidade de negociação e de construção de acordos como parte da estratégia adotada pelo governo para aprovar projetos econômicos e estruturais.

Responsabilidade fiscal e investimentos

O presidente voltou a defender a combinação entre responsabilidade fiscal e manutenção de investimentos sociais.

Lula afirmou que pretende continuar controlando as contas públicas sem transferir o peso do ajuste para a população de menor renda.

“A única coisa que o mercado tem que saber é que o pobre não pagará a conta. Não levaremos o povo pobre a nenhum sacrifício.”

Ele também defendeu a contratação de financiamentos para projetos estruturantes quando os recursos forem destinados à criação de patrimônio público.

Entre os exemplos citados estão ferrovias, estradas, pontes e aeroportos.

“Ninguém pode gastar mais do que tem. Agora, se a gente quiser construir um ativo novo, você pode fazer dívida, mas para construir um patrimônio para esse país.”

Para Lula, energia limpa, infraestrutura, minerais estratégicos, tecnologia e atração de investimentos formarão a base da estratégia econômica do próximo mandato.

Tags: BrasilCNPEData CentersDesenvolvimentoeconomiaenergia renovávelinfraestruturaLulaminerais críticosterras raras
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