A ginástica brasileira perdeu, nesta quarta-feira (24), uma de suas jovens promessas. A atleta Isabelle Marciniak, de 18 anos, morreu após enfrentar um câncer. Natural de Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba, ela construiu uma trajetória de destaque na ginástica rítmica, com conquistas estaduais e nacionais defendendo o Clube Agir.
Isabelle ganhou projeção no cenário esportivo ao conquistar a medalha de ouro no Campeonato Brasileiro de Ginástica Rítmica de 2021, resultado que a colocou entre os principais nomes da modalidade em sua geração. Em 2023, já na categoria adulta, voltou a subir ao lugar mais alto do pódio ao se sagrar campeã com o trio adulto do clube paranaense.
A morte da atleta foi confirmada pela Federação Paranaense de Ginástica, que publicou uma homenagem nas redes sociais destacando o legado deixado por Isabelle no esporte.
“Que sua história, sua paixão pelo esporte e sua lembrança sigam vivas como inspiração para todos que acreditam na ginástica como ferramenta de formação humana e transformação”, escreveu a entidade.
Luta contra a doença
A ginasta enfrentava um linfoma de Hodgkin, tipo de câncer que se desenvolve no sistema linfático, responsável por parte importante da defesa do organismo. O diagnóstico levou Isabelle a se afastar das competições nos últimos meses, período em que recebeu apoio de colegas de equipe, treinadores e da comunidade esportiva.
Contexto
A morte precoce de Isabelle Marciniak reacende a discussão sobre os desafios enfrentados por jovens atletas fora das quadras e dos ginásios. Além da pressão por resultados, muitos convivem com questões de saúde física e mental que nem sempre ganham visibilidade. No caso da ginástica rítmica, modalidade marcada por início precoce e alta exigência, histórias como a de Isabelle reforçam a importância do cuidado integral com atletas em formação.






