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Home Colunas

FUNÇÃO DO MEDÍOCRE

Por Nilson Lattari
11 de abril de 2025 - 08:36
em Colunas

Foto: Luke van Zyl / Unsplash 

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Juiz de Fora (MG) – Há dois sentidos para o medíocre: o dicionarizado que significa aquele mediano, que está sempre no meio do caminho e o ridicularizado, o anão intelectual que o senso comum costuma carimbar como um idiota, um despreparado.

Assim como o especulador nos mercados financeiros e comerciais, que, supostamente, distorce o mercado, o medíocre tem um papel importante como um ponto de referência para aqueles que optam em debater com alguém em uma zona de conforto. E, neste caso, seria um medíocre de estimação que afaga o ego, ao contrário da distância para o considerado excelente porque pode afetá-lo.

O medíocre pode ser definido, seguindo a lógica do senso comum, como alguém abaixo dos excelentes e dos medianos (no caso do senso comum não é o medíocre a mediana). Um leve saber pode distanciar o medíocre dos outros. Inclusive os idiotas reais, aqueles que estão abaixo da mediana ou da mediocridade, o ridicularizam, pelo simples fato de não poder debater nem com eles. Logo, o medíocre é bombardeado por todos os lados.

Não existe melhor esconderijo para o observador criterioso do que vestir a capa da mediocridade. Visto como alguém comum, um reles observado, o medíocre desempenha o seu papel social: estabelecer o que está acima e abaixo dele.

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No entanto, aqueles que vivem na zona de conforto, com um saber mediano, vê, na figura do medíocre, a sua tábua de salvação. Tudo que o medíocre fala não é levado em consideração; o medíocre é um simples ouvinte. Enquanto que os que estão abaixo dele o apupam, pelo simples fato de não entender nem a própria mediocridade, desta vez na interpretação do senso comum.

Como esconderijo, a mediocridade tem uma função de extrema importância. O fingimento é a melhor prova de excelência, escondida em uma falsa humildade. O observador silencioso, que finge estar aprendendo alguma coisa, logra alcançar a excelência, a despeito dos confortáveis e excelentes.

O que vive em uma zona de conforto inveja o excelente por sua dedicação, por sua determinação em atingir objetivos. O medíocre tem a exata noção do seu espaço, e procura a excelência sem fazer alarde. O medíocre é um insider despretensioso que pensa, exatamente, em si mesmo. Pouco se importando com os outros.

De uma visão mediana da sociedade e dos objetivos, o medíocre traça caminhos bem mais fáceis, favorecido pela espera, sem, necessariamente, buscar uma zona de conforto.

Os confortáveis vivem e mantém sob críticas aqueles que navegam na linha mediana da vida. Os excelentes enxergam somente os seus futuros, seus objetivos. A função do medíocre é desequilibrar essa balança. Enquanto os silenciosos, e considerados medíocres, vivem entre todos os níveis e angariam todo o conhecimento necessário para se tornarem excelentes. 

Tags: ColunaNilson Lattari
Nilson Lattari

Nilson Lattari

Crônicas e Contos. NILSON LATTARI é carioca e atualmente morando em Juiz de Fora (MG). Escritor e blogueiro no site www.nilsonlattari.com.br, vencedor duas vezes do Prêmio UFF de Literatura (2011 e 2014) e Prêmio Darcy Ribeiro (Ribeirão Preto 2014). Finalista em livro de contos no Prêmio SESC de Literatura 2013 e em romance no Prêmio Rio de Literatura 2016. Menções honrosas em crônicas, contos e poesias. Foi operador financeiro, mas lidar com números não é o mesmo que lidar com palavras. "Ambos levam ao infinito, porém, em veículos diferentes. As palavras, no entanto, são as únicas que podem se valer da imaginação para um universo inexato e sem explicação".

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