O Brasil deverá crescer mais que o Reino Unido e a Rússia em 2027, segundo as projeções mais recentes do Fundo Monetário Internacional (FMI).
O relatório Perspectivas da Economia Mundial, divulgado nesta semana, estima expansão de 1,9% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro no próximo ano. Para o Reino Unido, a previsão é de crescimento de 1,2%, enquanto a economia russa deve avançar apenas 0,9%.
A comparação é feita pela taxa anual de crescimento, e não pelo tamanho total das economias.
Para 2026, o FMI calcula que o PIB brasileiro crescerá 2,2%. A estimativa foi reduzida em relação à projeção de julho, quando o Fundo previa alta de 2,4%. Para 2027, a projeção também caiu, de 2,2% para 1,9%.
Apesar da revisão para baixo, o avanço projetado para o Brasil continua superior ao esperado para algumas das maiores economias do mundo.
O FMI atribui a desaceleração brasileira no próximo ano às condições monetárias ainda restritivas, à redução dos estímulos fiscais e a um ambiente internacional marcado por juros elevados, conflitos geopolíticos e preços de energia pressionados.
Brasil pode subir no ranking mundial
As projeções do FMI também apontam avanço do Brasil no ranking das maiores economias do planeta.
Considerando o PIB nominal convertido em dólares, o país deverá chegar a cerca de US$ 2,8 trilhões em 2027 e ocupar a oitava posição mundial, ultrapassando Itália e Rússia.
O Reino Unido, porém, continuará com uma economia consideravelmente maior e deverá ocupar a quinta posição.
Isso significa que a projeção de crescimento de 1,9% coloca o Brasil à frente do Reino Unido em velocidade de expansão, mas não em tamanho do PIB.
Estados Unidos e China devem continuar como as duas maiores economias do mundo, enquanto a Índia segue avançando entre os primeiros lugares do ranking.


