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Home Notícias Brasil

Exército do Lula volta ao ar após nova decisão de Kassio Nunes Marques

Canal administrado por André Janones reúne 4,3 milhões de inscritos; presidente do TSE dispensou prazo de 48 horas e determinou restabelecimento imediato

Por Redação
15 de outubro de 2026 - 08:22
em Brasil
Exército do Lula volta ao ar após nova decisão de Kassio Nunes Marques

Foto: Rafa Neddermeyer/ABR

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O canal “Exército do Lula”, criado no WhatsApp para mobilizar apoiadores da candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), voltou a funcionar na noite desta quarta-feira (14).

Administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), o canal reúne cerca de 4,3 milhões de inscritos e havia sido retirado do ar após uma sequência de decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A retomada ocorreu depois que o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, determinou à Meta, responsável pelo WhatsApp, o restabelecimento imediato e integral da ferramenta.

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A decisão permite novamente a publicação de mensagens e o ingresso de novos seguidores.

Nunes Marques também autorizou que a campanha de Lula supervisione o funcionamento do canal enquanto durar a disputa eleitoral.

Prazo de 48 horas foi dispensado

Na terça-feira (13), depois que a campanha de Lula registrou formalmente o endereço do canal no TSE, Nunes Marques havia autorizado a retomada, mas determinou que o grupo permanecesse 48 horas sem funcionar.

O canal chegou a ficar indisponível durante a noite.

Na quarta-feira, porém, o ministro reconsiderou parcialmente a decisão anterior e afastou a exigência da espera de 48 horas, ordenando que a Meta restabelecesse imediatamente todas as funcionalidades.

A nova ordem foi proferida por volta das 21h e o canal voltou ao ar pouco depois.

Canal enfrentou sequência de decisões

A disputa começou após a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) acionar a Justiça Eleitoral contra o “Exército do Lula”, acusando o canal de disseminar informações falsas.

No sábado (11), Nunes Marques determinou a suspensão da ferramenta.

Horas depois, o corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, derrubou a decisão e permitiu que o canal voltasse a funcionar.

Ao reexaminar o caso, Nunes Marques determinou nova suspensão, desta vez alegando que o endereço eletrônico não havia sido formalmente comunicado à Justiça Eleitoral.

A campanha de Lula então registrou o canal no TSE.

Área técnica não encontrou fake news

Durante a disputa judicial, uma análise técnica realizada pelo TSE não encontrou nas mensagens examinadas as fake news apontadas pela campanha de Flávio Bolsonaro.

O relatório registrou, entretanto, que algumas publicações anteriores haviam sido apagadas ou editadas, o que impediu a avaliação integral do histórico do canal.

Janones afirmou que costuma excluir mensagens relacionadas a tarefas temporárias de mobilização depois que elas são concluídas.

O deputado nega utilizar o grupo para disseminar informações falsas.

Canal de Nikolas também foi registrado

A controvérsia também envolveu o canal “Tropa do Flávio”, criado e divulgado pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) para mobilizar apoiadores de Flávio Bolsonaro.

A estrutura foi informada ao TSE no mesmo dia em que a campanha de Lula registrou o “Exército do Lula”.

O canal pró-Flávio, porém, não chegou a ser submetido à suspensão de 48 horas determinada inicialmente para a ferramenta administrada por Janones.

A deputada Erika Hilton (PSOL-SP) chegou a pedir ao TSE tratamento equivalente para os dois canais.

A “Tropa do Flávio” também foi questionada após compartilhar um vídeo descontextualizado que associava falsamente uma mulher usando uma substância a uma manifestação pró-Lula.

Meta terá que monitorar publicações

Na decisão que liberou o canal, Kassio Nunes Marques manteve uma determinação para que a Meta acompanhe conteúdos publicados durante o período eleitoral.

A empresa deverá remover imediatamente mensagens idênticas ou substancialmente equivalentes a conteúdos que já tenham sido alvo de ordens de retirada expedidas pelo TSE.

Com a nova decisão, o “Exército do Lula” voltou a funcionar normalmente e segue como uma das principais ferramentas de mobilização digital da campanha presidencial neste segundo turno.

Fonte: Exército do Lula, André Janones, Lula, TSE, Kassio Nunes Marques, WhatsApp, Flávio Bolsonaro, Nikolas Ferreira, eleições 2026, redes sociais, segundo turno, política
Tags: André Janoneseleições 2026Exército do LulaFlávio BolsonaroKassio Nunes MarquesLulaNikolas Ferreirapolíticaredes sociaissegundo turnoTSEWhatsApp
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