O resultado das eleições de 2026 provocará mudanças na composição da Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH). Quatro vereadores deixarão o Legislativo municipal para assumir mandatos a partir de fevereiro de 2027, abrindo espaço para a entrada dos respectivos suplentes.
Flávia Borja (Pode), Iza Lourença (Psol) e Pablo Almeida (PL) foram eleitos deputados estaduais e seguirão para a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Pedro Rousseff (PT) conquistou uma cadeira na Câmara dos Deputados.
Os quatro poderão continuar exercendo normalmente os mandatos de vereador até 31 de janeiro de 2027. A posse dos deputados federais e estaduais eleitos ocorre em 1º de fevereiro.
Com a saída formal dos parlamentares, assumem as vagas os primeiros suplentes dos partidos ou federações pelos quais cada vereador foi eleito em 2024.
Quem entra na Câmara de BH
A vaga de Pablo Almeida ficará com Dai Dias (PL). Daiane Dias Costa recebeu 5.693 votos para vereadora em 2024.
Nascida em Belo Horizonte em 1989, Dai Dias declarou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ter ensino superior incompleto e ocupação de servidora pública estadual. Ela já havia concorrido a vereadora em 2020 pelo Podemos, quando também ficou na suplência.
Na campanha de 2024, declarou R$ 345 mil em despesas pagas, sendo 88,71% dos recursos provenientes da Direção Nacional do PL.
A saída de Flávia Borja, atualmente no Podemos, abrirá espaço para Marcos Crispim. Neste caso, a vaga pertence ao Democracia Cristã (DC), partido pelo qual Borja foi eleita vereadora em 2024, antes de mudar de legenda.
Marco Antonio Crispim recebeu 8.727 votos naquela eleição. Nascido em Belo Horizonte em 1976, tem ensino médio completo e já possui experiência na própria Câmara Municipal.
Crispim foi eleito vereador de Belo Horizonte em 2020, quando estava filiado ao PSC. Segundo os registros eleitorais, já participou de cinco eleições. Em 2024, declarou R$ 144.830 em despesas de campanha.
A vaga de Iza Lourença deverá ser ocupada por Maria da Consolação, primeira suplente da Federação Psol/Rede.
Ela recebeu 5.269 votos em 2024. Nascida em Belo Horizonte em 1963, Maria da Consolação Rocha tem ensino superior completo e é servidora pública aposentada.
Sua trajetória eleitoral é a mais extensa entre os quatro suplentes. Já participou de dez eleições e disputou cargos de senadora, deputada federal, deputada estadual, prefeita e vereadora.
Na eleição municipal de 2024, declarou R$ 146.827,11 em despesas pagas de campanha, sendo 71,44% dos recursos provenientes do Psol.
Pedro Rousseff abre vaga para Luana
A quarta mudança ocorrerá com a saída de Pedro Rousseff, eleito deputado federal.
Sua cadeira ficará com Luana, que recebeu 6.495 votos em 2024 pela Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV.
Luana de Lima Souza nasceu em Belo Horizonte em 1995 e tem ensino médio completo. Antes da disputa para vereadora, já havia concorrido aos cargos de deputada estadual e vice-prefeita de Belo Horizonte.
No registro eleitoral, declarou como ocupação vendedora pracista, representante, caixeira-viajante e assemelhados.
Sua campanha para vereadora teve R$ 289.739,25 em despesas pagas. A Direção Nacional do PT respondeu por 89,23% dos recursos arrecadados.
Vaga pertence ao partido ou federação
A definição dos substitutos ocorre porque, nas eleições proporcionais — utilizadas para vereadores e deputados —, o mandato pertence ao partido ou à federação pela qual o parlamentar foi eleito.
Por isso, a mudança posterior de legenda não altera necessariamente quem assume a vaga.
É o que ocorre no caso de Flávia Borja. Embora atualmente esteja no Podemos, ela conquistou o mandato de vereadora pelo DC. A cadeira, portanto, permanece vinculada à legenda pela qual foi eleita, levando Marcos Crispim de volta à Câmara.
Com a vacância, a convocação do suplente deverá ocorrer em até 48 horas. A posse deve ser realizada em até 30 dias, prazo que poderá ser prorrogado uma única vez, por igual período, mediante requerimento.
As mudanças serão efetivadas depois que Flávia Borja, Iza Lourença, Pablo Almeida e Pedro Rousseff deixarem formalmente seus mandatos municipais para assumir os cargos conquistados nas eleições deste ano.


