A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,2% no trimestre encerrado em novembro de 2025, segundo dados divulgados nesta terça-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O índice é o menor desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), iniciada em 2012.
De acordo com o levantamento, 5,6 milhões de pessoas estavam desocupadas no período de setembro a novembro, o menor contingente já registrado pela pesquisa. O resultado confirma a trajetória de queda do desemprego observada ao longo de 2024 e 2025, impulsionada principalmente pela expansão do emprego formal e pelo aumento da atividade econômica.
Contexto histórico
O contraste com os anos recentes evidencia a dimensão da melhora. O maior número de pessoas sem trabalho foi registrado no trimestre encerrado em março de 2021, em meio ao auge da pandemia de covid-19, quando 14,9 milhões de brasileiros estavam desempregados. Desde então, o mercado de trabalho passou por um processo contínuo de recomposição.
Especialistas apontam que a retomada do crescimento, aliada à ampliação do consumo e à recuperação de setores intensivos em mão de obra, como serviços e comércio, contribuiu para a redução consistente da desocupação.
Ocupação bate recorde
Além da queda no desemprego, o país alcançou um novo recorde no número de pessoas ocupadas. Segundo o IBGE, 103,2 milhões de brasileiros estavam trabalhando no trimestre encerrado em novembro, o maior volume da série histórica.
O nível de ocupação — que mede a proporção de pessoas com 14 anos ou mais que estão empregadas — chegou a 59,0%, também o maior patamar já registrado pela PNAD Contínua. O indicador reforça o cenário de aquecimento do mercado de trabalho e maior inserção da população em idade ativa.
Perspectivas
Os dados divulgados pelo IBGE são acompanhados de perto pelo mercado e pelo governo, já que o desempenho do emprego tem impacto direto sobre renda, consumo e arrecadação. A manutenção desse quadro positivo dependerá do ritmo da economia em 2026, do comportamento da inflação e das condições de crédito.
Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – PNAD Contínua






