O Cruzeiro Esporte Clube parecia ter uma vitória tranquila nas mãos no Mineirão. Dominava completamente a partida, criava chances em sequência e vencia a Associação Chapecoense de Futebol por 2 a 0 sem maiores dificuldades. Mas o cenário mudou drasticamente nos minutos finais, e a equipe mineira precisou contar com intervenções do VAR para escapar de um tropeço diante do lanterna do campeonato.
O resultado manteve o bom momento do time comandado por Artur Jorge, que segue em ascensão na temporada e cada vez mais próximo da briga pelas vagas da Libertadores. Ainda assim, o desempenho no fim da partida deixou um alerta evidente para o elenco cruzeirense.
O Cruzeiro entrou em campo como amplo favorito e mostrou isso desde os primeiros minutos. Com uma formação ofensiva e bastante móvel, a Raposa pressionou a Chapecoense praticamente durante toda a etapa inicial.
A movimentação de jogadores como Matheus Pereira, Kaio Jorge, Sinisterra e Kaique Kenji criou inúmeros problemas para a defesa catarinense.
O time mineiro finalizou nove vezes apenas no primeiro tempo e abriu o placar com Kaio Jorge, em cobrança de pênalti. Pouco depois, Sinisterra chegou a marcar o segundo, mas o lance acabou anulado após revisão do VAR, que identificou falta de Kauã Moraes no início da jogada.
Enquanto o Cruzeiro atacava, a Chapecoense praticamente não ameaçava. O goleiro Otávio passou a primeira etapa como mero espectador da partida.
Cruzeiro amplia, mas perde o controle do jogo
Na volta do intervalo, o Cruzeiro manteve o controle da posse de bola e seguiu criando oportunidades. O segundo gol finalmente saiu com Sinisterra, um dos destaques da partida ao lado de Kauã Moraes e Kaique Kenji.
A equipe mineira parecia próxima de construir uma goleada. Matheus Pereira desperdiçou boa chance, enquanto Sinisterra e Kenji também pararam nas defesas do goleiro Anderson.
Mas o roteiro mudou completamente nos minutos finais.
A Chapecoense diminuiu com João Paulo, que apareceu livre dentro da área para marcar de cabeça. O gol incendiou o jogo e expôs uma queda brusca de concentração do Cruzeiro.
VAR salva a Raposa no fim
A partir daí, o Mineirão viveu momentos de tensão. A Chapecoense passou a pressionar e chegou a empatar a partida com Bolasie, após erro na saída de bola de Otávio. O lance, porém, acabou anulado pelo VAR por falta de Jean Carlos na origem da jogada.
O Cruzeiro seguiu acuado e viu o goleiro Otávio evitar o empate com duas grandes defesas em sequência.
Nos acréscimos, novo susto. O árbitro marcou pênalti após toque no braço de Bruno Rodrigues dentro da área. Depois de longa revisão, o VAR apontou impedimento no início da jogada e anulou a penalidade.
O apito final confirmou a vitória cruzeirense, mas deixou a sensação de que o time quase transformou uma atuação dominante em um tropeço inesperado.
Artur Jorge cobra consistência
Após a partida, Artur Jorge reconheceu a queda de rendimento e afirmou que o time precisa manter o mesmo nível de concentração até o fim dos jogos.
“Precisa ser mais consistente até o último minuto para evitar sobressaltos como tivemos no jogo de hoje”, afirmou o treinador.
Apesar do susto, o Cruzeiro amplia sua sequência positiva. Nos últimos dois meses, apenas Clube Atlético Mineiro e São Paulo Futebol Clube conseguiram derrotar a equipe celeste.
Com seis vitórias e dois empates no período, a Raposa confirma a recuperação na temporada e segue se aproximando da parte de cima da tabela do Campeonato Brasileiro.






