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Home Notícias Brasil

CPMI do INSS pede indiciamento de 216 por fraudes em benefícios

Relatório final cita políticos, empresários e ex-dirigentes; texto será votado nesta sexta (27)

Por Redação
27 de março de 2026 - 16:45
em Brasil
CPMI do INSS pede indiciamento de 216 por fraudes em benefícios

Crédito: Lula Marques | ABR

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O relatório final da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS pediu o indiciamento de 216 pessoas por suposto envolvimento em um esquema de descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas. O documento, com mais de 4 mil páginas, começou a ser lido na manhã desta sexta-feira (27).

A apresentação foi feita pelo relator, o deputado Alfredo Gaspar, um dia após o Supremo Tribunal Federal rejeitar a prorrogação dos trabalhos da comissão.

Segundo o presidente do colegiado, o senador Carlos Viana, após a leitura do relatório será concedido um pedido de vista de uma hora. Em seguida, o texto deverá ser colocado em votação. Parlamentares da base governista ainda podem apresentar um relatório alternativo.

Lista inclui políticos, empresários e servidores

Entre os principais indiciados está Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “careca do INSS”, apontado como líder do esquema. Também foram incluídos seus familiares e empresários que teriam atuado como intermediários.

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A lista reúne ainda nomes de peso da política e da administração pública, como ex-ministros da Previdência, ex-presidentes do INSS, servidores, executivos de bancos e parlamentares.

Entre os citados estão o senador Weverton Rocha, deputados federais e o empresário Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o relatório, ele teria recebido repasses indiretos ligados ao esquema — acusação que ainda deverá ser analisada pelas autoridades competentes.

Os indiciamentos envolvem uma ampla lista de crimes, incluindo organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, fraude eletrônica, inserção de dados falsos em sistemas, peculato e crime contra a economia popular, entre outros.

O foco da investigação foi um suposto esquema que realizava descontos irregulares em benefícios do INSS, afetando aposentados e pensionistas em todo o país.

O que acontece agora

Apesar do pedido de indiciamento, os citados no relatório não se tornam automaticamente réus. Para isso, é necessário que o Ministério Público apresente denúncia formal, que ainda precisa ser aceita pela Justiça.

A votação do relatório marca a etapa final da CPMI, que foi encerrada após decisão do STF que negou a prorrogação dos trabalhos.

Comissão termina sob críticas e controvérsias

Ao longo dos seis meses de funcionamento, a CPMI foi alvo de críticas tanto no meio político quanto no Judiciário.

Durante o julgamento que tratou da prorrogação da comissão, ministros do STF fizeram ressalvas à condução dos trabalhos. Segundo relatos de bastidores e manifestações públicas, houve críticas relacionadas ao volume de quebras de sigilo e à forma como informações sensíveis foram tratadas ao longo das investigações.

Também houve questionamentos, por parte de parlamentares, sobre a atuação da presidência da CPMI. O senador Carlos Viana foi acusado por integrantes do Congresso de condução seletiva dos trabalhos, com foco em adversários políticos.

Outro ponto de tensão foi a votação em bloco de requerimentos de quebra de sigilo. Parlamentares da comissão alegaram que houve discordância sobre o método utilizado e questionaram a contagem de votos em determinadas deliberações.

As críticas, no entanto, não invalidam automaticamente os resultados da comissão, mas devem influenciar o debate político e jurídico sobre os desdobramentos do relatório.

Tags: CongressoCPMI do INSSfraudeINSSinvestigaçãopolítica
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