Sem resultados
Ver todos os resultados
O Folha de Minas
  • Notícias
    • Gerais
    • Agropecuária
    • Brasil
    • Cidades
    • Economia
    • Internacional
    • Política
    • Turismo
  • Esportes
  • Cultura e Entretenimento
  • Educação
  • Ciência e Tecnologia
  • Saúde
  • Colunas
    • Ediel Ribeiro
    • Lenin Novaes
    • Nilson Lattari
    • Geraldo Ribeiro
    • João Baptista Herkenhoff
  • Notícias
    • Gerais
    • Agropecuária
    • Brasil
    • Cidades
    • Economia
    • Internacional
    • Política
    • Turismo
  • Esportes
  • Cultura e Entretenimento
  • Educação
  • Ciência e Tecnologia
  • Saúde
  • Colunas
    • Ediel Ribeiro
    • Lenin Novaes
    • Nilson Lattari
    • Geraldo Ribeiro
    • João Baptista Herkenhoff
Sem resultados
Ver todos os resultados
O Folha de Minas
Sem resultados
Ver todos os resultados
Home Colunas

Caxias: urbe do deus-nos-acuda

Por Lenin Novaes
18 de outubro de 2021 - 16:14
em Colunas

O político e dono de jornal Tenório Cavalcanti, 'mito' da violência em Duque de Caxias, com a metralhadora 'Lurdinha',  em charge de Junião. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

– Marineth, Duque de Caxias é cidade do deus-nos-acuda, literalmente Território arrasado, sem ordem e sem lei, consequência da nefasta política nacional, onde impera a lei do cão. A nota alarmante na seção policial nos jornais e sites do assassinato do vereador Alexandro Silva Faria, o Sandro do Sindicato, abatido com tiros de fuzil, reativa a trajetória trágica daquele município. Na estatística de homicídios de vereadores por lá, ele figura como o 3º morto em seis meses. No mês de março, o parlamentar Danilo Francisco da Silva, o Danilo do Mercado e o filho Gabriel da Silva foram fuzilados por homens encapuzados. A vaga na Câmara de Vereadores foi preenchida pela suplente Fernanda Costa, filha do narcotraficante Fernandinho Beira-Mar. Em setembro, Joaquim José Quinze Santos, ex-PM e conhecido como vereador Quinzé, foi executado a tiros.

–  Athaliba, essa cidade é um caldeirão dos infernos, heim. Cruz-credo!

– Sim, Marineth. Recordo o que me contava o saudoso amigo Mário de Moraes, vencedor do I Prêmio Esso de Jornalismo, autor da memorável reportagem “A tragédia brasileira: os paus-de-arara”. A matéria denúncia, feita com Ubiratan Lemos, foi publicada na revista O Cruzeiro, em 1955. Eles acompanharam, por 11 dias, 104 nordestinos de Salgueiro, cidade pernambucana, em cima da carroceria de caminhão, numa viagem de mais de dois mil quilômetros para o Rio de Janeiro. Cada retirante pagou 500 cruzeiros à época aos “coiotes” na busca do sonho de uma vida melhor, idealizando a volta para o sertão com melhores condições financeiras. No entanto, à larga maioria, como se observa até os dias de hoje, tiveram os sonhos frustrados.

– Imagino Athaliba, as precariedades de viagens nos paus-de-arara, tendo carga principal o sonho de milhares de homens, mulheres e crianças de condições básicas essenciais de vida. Na atual conjuntura se repete a saga de nordestinos procurando tornar realidade seus sonhos no “sul maravilha”. O êxodo nordestino, infelizmente, se traduz na falta de efetivo projeto político no país.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

– Tem toda razão, Marineth. O Mário de Moraes estava assessor de imprensa da fábrica da Coca-Cola e o visitei na sede da empresa, em Botafogo, para solicitar patrocínio à realização do I Encontro de Assessoria de Imprensa da Baixada Fluminense. O evento representava um desafio para a Associação de Imprensa da Baixada – AIB -, cuja instituição contribui na criação e conduzi com a finalidade de fomentar discussão de política de comunicação naquela região. Empreendia a experiência obtida como diretor do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro – SJPMRJ – e como conselheiro da Associação Brasileira de Imprensa – ABI.

– Athaliba, tô sabendo que ocê incursionou pelo movimento sindical.

– Pois é, Marineth. No encontro, o Mario de Moraes me contou que a direção da firma tinha desistido de fabricar Coca-Cola no Município de Duque de Caxias após realização de pesquisa. O resultado indicava total falta de saneamento e de segurança, ineficiência no serviço de telefonia e de outras condições desfavoráveis à instalação da fábrica. Foi aí que rememorou a reportagem “A tragédia brasileira: os paus-de-araras”. Disse-me que os retirantes não tinham como destino final o Rio de Janeiro, forçados a desembarcar na divisa da cidade, ou seja, em Duque de Caxias.

– Mas isso, Athaliba, configura preconceito. Então os nordestinos eram proibidos de entrar no Rio de Janeiro, capital da República, à época? Esse sistema político é realmente muito podre.

– Isso, Marineth. Daí se cunhou a expressão “a Baixada dormitório do Rio de Janeiro”. Os habitantes da região – integrada por 13 municípios, com população de cerca de quatro milhões de pessoas, atualmente – em esmagadora maioria trabalha na cidade do Rio de Janeiro. A localidade reúne Belford Roxo, Duque de Caxias, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Guapimirim, Mesquita, Itaguaí, Seropédica, Japeri, Magé, Nilópolis, Paracambi e Queimados.

– Athaliba, alguns dos municípios têm históricos de brutais violências que repercutiram no mundo, como assassinatos atribuídos ao Esquadrão da Morte e ao justiceiro Mão Branca.

– É verdade, Marineth. Foi no período das execuções conferidas ao Esquadrão da Morte que surgiu o Mão Branca, personagem fictício criado por experiente jornalista do jornal Última Hora. O Município de Belford Roxo teve o rótulo de “cidade mais violenta do mundo”, e o primeiro prefeito, Jorge Júlio Costa dos Santos, o Joca, assassinado com 11 tiros, em junho de 1995. Em Caxias, surdamente, se cultua o “mito” de Tenório Cavalcant, o Homem da Capa Preta, dono do jornal Luta Democrática, político que andava com uma metralhadora alemã Maschinengewehr MG42, que chamava de “Lurdinha”. Caxias deve a ele a “honra” de cidade de deus-nos-acuda.

Tags: ColunaLenin Novaes
Lenin Novaes

Lenin Novaes

Crônicas do Athaliba LENIN NOVAES jornalista e produtor cultural. É co-autor do livro Cantando para não enlouquecer, biografia da cantora Elza Soares, com José Louzeiro. Criou e promoveu o Concurso Nacional de Poesia para jornalistas, em homenagem ao poeta Carlos Drummond de Andrade. É um dos coordenadores do Festival de Choro do Rio, realizado pelo Museu da Imagem e do Som - MIS

MATÉRIAS RELACIONADAS

Natureza
Colunas

Natureza

Por Nilson Lattari
9 de janeiro de 2026 - 08:44
Nei Lima, de vários ângulos
Colunas

Nei Lima, de vários ângulos

Por Ediel Ribeiro
5 de janeiro de 2026 - 19:08

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais lidas

  • UM CARTUNISTA CHAMADO COENTRO

    0 Compartilhamentos
    Compartilhamento 0 Tweet 0
  • Turismo brasileiro fatura R$ 185 bilhões em 2025 e registra maior resultado da série

    0 Compartilhamentos
    Compartilhamento 0 Tweet 0
  • BBB26 estreia com elenco variado, Quarto Branco e primeira noite intensa

    0 Compartilhamentos
    Compartilhamento 0 Tweet 0
  • Moraes autoriza general condenado por trama golpista a trabalhar no Comando do Planalto

    0 Compartilhamentos
    Compartilhamento 0 Tweet 0
  • Financiamento de veículos cresce em 2025 e atinge melhor resultado em 14 anos

    0 Compartilhamentos
    Compartilhamento 0 Tweet 0

Recomendado

Lula comemora aprovação do acordo entre Mercosul e União Europeia

5 dias atrás

Trump ameaça Cuba, anuncia fim do petróleo venezuelano e provoca reação dura de Díaz-Canel

2 dias atrás

BC Protege+ bloqueia 111 mil tentativas de fraude em pouco mais de um mês

7 dias atrás
  • Como anunciar
  • Contato
  • Sobre
  • Expediente
  • Política Editorial
  • Política de Correções

© 2025 Badu Editora Ltda. Todos os direitos reservados.
O Folha de Minas | (31) 3831-7884 | folhamg@ofolhademinas.com.br
redacao@ofolhademinas.com.br

Sem resultados
Ver todos os resultados
  • Home
  • Política
  • Internacional
  • Economia
  • Saúde
  • Cidades
  • Cultura e Entretenimento
  • Esportes
  • Turismo
  • Ciência e Tecnologia

© 2025 Badu Editora Ltda. Todos os direitos reservados.
O Folha de Minas | (31) 3831-7884 | folhamg@ofolhademinas.com.br
redacao@ofolhademinas.com.br