Chegou a hora. Depois de quatro anos de espera e de um ciclo marcado por mudanças, incertezas e reconstrução, a Seleção Brasileira faz neste sábado (13) sua estreia na Copa do Mundo de 2026. O adversário será o Marrocos, uma das seleções que mais evoluíram no cenário internacional nos últimos anos.
A partida será disputada às 19h (horário de Brasília), no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos, pela primeira rodada do Grupo C, que também reúne Haiti e Escócia.
Mais do que os três pontos, o confronto representa o início oficial da tentativa brasileira de encerrar um jejum que já dura 24 anos. Desde o pentacampeonato conquistado em 2002, a Seleção não voltou a disputar uma final de Copa do Mundo.
O Brasil de Ancelotti ganha forma
Desde que assumiu o comando da Seleção, Carlo Ancelotti deixou claro que não pretende construir uma equipe presa a um único sistema tático. A ideia do treinador italiano é adaptar o time às características dos jogadores e às exigências de cada adversário.
A estreia contra os marroquinos deve refletir exatamente essa filosofia. Ao longo da preparação para o Mundial, Ancelotti testou diferentes formações e promoveu alterações constantes na equipe titular. Nem mesmo os amistosos realizados antes da Copa serviram para estabelecer uma formação definitiva.
A tendência é que o Brasil entre em campo com Alisson; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Alex Sandro; Casemiro, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá; Raphinha, Vinícius Júnior e Matheus Cunha.
O desenho tático, porém, promete ser bastante flexível. Sem a posse de bola, a equipe deve adotar linhas mais compactas, enquanto no ataque a movimentação dos homens de frente será uma das principais armas para quebrar a marcação adversária.
Casemiro lidera geração que busca redenção
Entre os jogadores mais influentes do elenco, Casemiro chega ao Mundial como uma das referências técnicas e de liderança.
O volante é um dos nomes mais utilizados por Ancelotti desde o início do trabalho e simboliza a experiência de um grupo que mistura veteranos e atletas em ascensão. Ao lado dele, Bruno Guimarães ganhou protagonismo no meio-campo, enquanto Vinícius Júnior e Raphinha carregam boa parte da responsabilidade ofensiva da equipe.
Já Matheus Cunha aparece como uma das apostas do treinador para dar mais mobilidade ao setor ofensivo.
Marrocos quer repetir surpresa de 2022
Se para o Brasil a estreia marca o início da busca pelo hexacampeonato, para o Marrocos o desafio é confirmar que a campanha histórica da Copa do Catar não foi obra do acaso.
Os africanos entraram para a história em 2022 ao se tornarem a primeira seleção do continente a alcançar uma semifinal de Mundial. Na ocasião, eliminaram Espanha e Portugal antes de serem superados pela França.
Embora tenha passado por mudanças no comando técnico, o time mantém nomes importantes, como o lateral Achraf Hakimi e o goleiro Bono, dois dos principais destaques da geração marroquina.
A expectativa é de um adversário organizado defensivamente, rápido nos contra-ataques e acostumado a enfrentar seleções de alto nível.
Estreia pode definir o rumo do grupo
Em torneios curtos como a Copa do Mundo, começar com vitória costuma ser decisivo para as pretensões de classificação.
Por isso, o confronto desta noite ganha peso extra para as duas seleções. Quem vencer dará um passo importante rumo às oitavas de final e ganhará tranquilidade para os compromissos seguintes.
Após enfrentar Marrocos, o Brasil terá pela frente o Haiti e encerrará sua participação na fase de grupos diante da Escócia.






