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Home Notícias Brasil

Atos pró-Lula ocupam ruas em capitais no último domingo antes do segundo turno

Mobilizações reuniram milhares de pessoas em Brasília, Rio, Belo Horizonte, Salvador e outras cidades; em Copacabana, levantamento estimou público de 56,4 mil pessoas

Por Redação
19 de outubro de 2026 - 09:49
em Brasil
Atos pró-Lula ocupam ruas em capitais no último domingo antes do segundo turno

Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABR

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Apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foram às ruas em diferentes regiões do país neste domingo (18), no último fim de semana antes do segundo turno da eleição presidencial contra Flávio Bolsonaro (PL).

As manifestações ocorreram em capitais e cidades do interior, com participação de movimentos sociais, estudantes, artistas, partidos políticos e grupos organizados fora das estruturas partidárias.

A coordenação da campanha de Lula afirmou que atividades foram realizadas em cerca de 500 cidades. O número não passou por verificação independente, mas atos foram registrados por veículos de imprensa em dezenas de municípios, incluindo Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, São Paulo, Salvador, Curitiba, Porto Alegre, Florianópolis, Fortaleza e Maceió.

Lula não participou das manifestações. O presidente permaneceu em Brasília durante o dia e seguiu posteriormente para São Paulo, onde participou à noite do debate presidencial promovido pela Band.

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Copacabana reúne 56,4 mil pessoas

Uma das maiores manifestações ocorreu na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro.

O Ato Musical pela Democracia, convocado por Caetano Veloso e organizado pelo movimento 342 Artes e pela Mídia Ninja, ocupou cerca de um quilômetro da Avenida Atlântica, no Posto 5.

O público foi estimado em 56,4 mil pessoas às 18h pelo Monitor do Debate Político da USP/Cebrap e pela organização More in Common.

A margem de erro é de 12%, o que coloca o público naquele momento entre 49,7 mil e 63,1 mil pessoas.

A medição foi interrompida depois das 18h por causa da chuva, que impediu novos voos do drone utilizado para registrar as imagens. O ato continuou até aproximadamente 20h30.

Participaram do evento artistas como Caetano Veloso, Djavan, Simone, João Bosco, Ivan Lins, Marina Sena, Chico César, Frejat, Fernanda Abreu, Duda Beat, Xamã, Jota.pê e Geraldo Azevedo.

Durante as apresentações, discursos abordaram principalmente democracia, cultura, soberania nacional e direitos sociais.

Caetano relembrou o período da ditadura militar e sua prisão durante o regime.

Antes do ato de Copacabana, outra manifestação ocorreu no centro do Rio, na região da Candelária, com participação de estudantes e do cantor Chico Buarque. Também houve mobilização no Viaduto de Madureira.

Multidão ocupa a Esplanada em Brasília

Em Brasília, os manifestantes começaram a se concentrar por volta das 9h nas proximidades do Museu Nacional e seguiram pela Esplanada dos Ministérios em direção ao Congresso Nacional.

A manifestação reuniu movimentos sociais, estudantes e apoiadores de Lula e do candidato ao governo do Distrito Federal, Leandro Grass (PT).

Imagens registradas durante a manhã mostram a Esplanada ocupada por manifestantes, muitos vestidos de vermelho e carregando bandeiras do Brasil, do PT e de movimentos sociais.

A segurança pública não apresentou estimativa oficial de público.

Organizadores divulgaram números entre 100 mil e 200 mil pessoas, mas essas estimativas não foram verificadas de forma independente.

O ato teve apresentações culturais, incluindo show da banda Natiruts, e discursos voltados à mobilização de eleitores para o segundo turno.

Praça da Estação lota em Belo Horizonte

Em Minas Gerais, milhares de pessoas se reuniram na Praça da Estação, no Centro de Belo Horizonte.

A concentração começou por volta das 11h e ocupou também trechos da Avenida dos Andradas.

A manifestação reuniu movimentos populares e apoiadores da reeleição de Lula. Não houve estimativa oficial ou independente de público, mas registros feitos no local mostram a praça tomada pelos participantes.

Outras atividades haviam sido convocadas em cidades mineiras como Itabirito, Juiz de Fora, São João del-Rei, Uberaba, Araguari, Patos de Minas, Raposos e Leopoldina.

As mobilizações em Minas ganharam importância especial para a campanha petista porque Flávio Bolsonaro venceu o primeiro turno no estado por cerca de 589 mil votos.

Daniela Mercury e Gilberto Gil participam de ato em Salvador

Em Salvador, artistas e apoiadores percorreram a orla entre Ondina e o Farol da Barra no Ato pela Democracia, idealizado por Daniela Mercury.

A manifestação começou nas proximidades do Clube Espanhol e seguiu em trio elétrico até a Barra.

Além de Daniela, participaram nomes como Gilberto Gil, BaianaSystem, Zélia Duncan, Armandinho, Rachel Reis, além de representantes do Ilê Aiyê, Filhos de Gandhy, Banda Didá e Cortejo Afro.

O evento foi apresentado pelos organizadores como uma iniciativa independente em defesa da democracia, da liberdade de expressão e dos direitos sociais, com manifestação de apoio à reeleição de Lula.

Não foi divulgada estimativa independente do público.

São Paulo teve atos descentralizados

Em São Paulo, onde Flávio Bolsonaro realizou pela manhã sua principal manifestação na Avenida Paulista, apoiadores de Lula optaram por uma estratégia descentralizada.

Atividades ocorreram em regiões como Largo da Batata, Itaquera, Grajaú e Vila Nova Cachoeirinha.

A mudança ocorreu depois que organizadores desistiram de concentrar uma grande manifestação no centro da cidade diante da coincidência com o ato bolsonarista e de preocupações relacionadas à segurança e à logística.

Algumas das atividades reuniram artistas, movimentos culturais e lideranças políticas. Em manifestações na capital participaram nomes como Fernando Haddad, Guilherme Boulos e Marina Silva.

A estratégia buscou levar a mobilização diretamente aos bairros, principalmente às regiões periféricas da cidade.

Atos foram questionados no TSE

A participação de artistas nas manifestações chegou ao Tribunal Superior Eleitoral antes dos eventos.

O Partido Novo pediu que o TSE impedisse apresentações musicais e uso de trios elétricos, argumentando que os eventos poderiam funcionar como showmícios em benefício de Lula.

O ministro Ricardo Villas Bôas Cueva rejeitou a proibição preventiva.

Segundo o ministro, não havia elementos suficientes para concluir previamente que os eventos faziam parte formal da campanha eleitoral ou que configurariam showmícios.

A decisão não deu autorização irrestrita para propaganda eleitoral. Cueva ressaltou que eventuais irregularidades poderiam ser analisadas posteriormente a partir das condutas concretas praticadas durante os atos.

No Rio, por exemplo, a organização do ato musical orientou os artistas no palco a não fazer pedidos explícitos de voto, mencionar número de candidato ou utilizar elementos que transformassem as apresentações em showmício eleitoral.

No público, entretanto, havia camisetas, bandeiras e manifestações abertas de apoio a Lula.

Mobilização aposta em eleitores que não foram às urnas

Os atos fazem parte de uma sequência de mobilizações iniciadas depois do primeiro turno, quando Flávio terminou à frente de Lula.

Movimentos estudantis, organizações sociais e grupos criados durante a campanha passaram a organizar caminhadas, bandeiraços e eventos culturais para tentar ampliar o comparecimento às urnas.

Uma das principais preocupações da campanha de Lula é a abstenção. Nos últimos atos, o presidente tem pedido aos apoiadores que procurem familiares, vizinhos e conhecidos que deixaram de votar em 4 de outubro e os convençam a participar do segundo turno.

As manifestações também passaram a reunir pautas como o fim da escala 6×1, defesa da democracia, educação, soberania nacional e manutenção de programas sociais.

O domingo terminou com os dois campos políticos ocupando as ruas. Enquanto apoiadores de Lula realizaram atos simultâneos em diferentes estados, Flávio concentrou sua principal manifestação na Avenida Paulista, onde o Monitor do Debate Político da USP/Cebrap e a More in Common estimaram 71,9 mil pessoas no momento de maior público.

À noite, Lula e Flávio ficaram frente a frente no primeiro debate do segundo turno.

A votação será realizada no próximo domingo, 25 de outubro.

Tags: Belo HorizonteBrasíliaCaetano VelosoCopacabanaDaniela Mercuryeleições 2026Gilberto GilLulaManifestaçõesMinas GeraispolíticaRio de JaneiroSalvadorsegundo turno
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