O Atlético Mineiro voltou a esbarrar em um problema que parecia ter ficado para trás nas últimas rodadas do Campeonato Brasileiro. Diante do Corinthians, o time mineiro fez uma atuação competitiva, conseguiu equilibrar a partida durante boa parte do jogo, mas novamente perdeu força no momento decisivo e saiu derrotado após sofrer um gol nos minutos finais.
A derrota interrompe a tentativa de reação da equipe comandada por Eduardo Domínguez e reforça um padrão que vem se repetindo na temporada: o Atlético consegue competir, mas tem dificuldade para sustentar resultados e transformar boas atuações em pontos.
Atlético começou organizado e teve controle emocional
Domínguez mexeu pouco na equipe que havia vencido o Club Cienciano pela Copa Sul-Americana no meio da semana. As principais mudanças foram as entradas de Alan Franco e Victor Hugo.
A alteração ofensiva funcionou. Victor Hugo deu velocidade, movimentação e participou das melhores construções ofensivas do Atlético no primeiro tempo. Foi dele, inclusive, a jogada que terminou no gol anulado de Cuello, após cruzamento de Renan Lodi.
Mesmo sem transformar posse em grandes oportunidades, o Atlético fazia um jogo seguro, organizado e sem sofrer grandes sustos. O empate parecia confortável para o time mineiro.
Time recua demais e entrega o controle
O problema voltou a aparecer no segundo tempo.
Com o passar dos minutos, o Atlético passou a recuar excessivamente e chamou o Corinthians para o campo de ataque. A equipe perdeu intensidade, deixou espaços e passou a depender cada vez mais das defesas de Everson.
A estratégia defensiva já havia custado pontos importantes ao Galo em outras partidas da temporada e voltou a cobrar seu preço.
Aos 40 minutos, o Corinthians encontrou espaço pela direita, explorou a lentidão na recomposição defensiva atleticana e marcou com Labyad. No lance, Cuello não conseguiu fechar a marcação e Natanael apenas acompanhou a jogada sem pressionar.
Depois do gol, o Atlético praticamente não reagiu.
Elenco curto preocupa Domínguez
A derrota também expôs outra dificuldade enfrentada pelo treinador argentino: a falta de alternativas no banco.
Mesmo com a equipe desgastada fisicamente e perdendo intensidade, Eduardo Domínguez fez apenas três substituições ao longo da partida. Sem peças capazes de mudar o cenário ofensivo ou reorganizar o time defensivamente, o Atlético ficou vulnerável até o fim.
O treinador tem insistido em uma proposta mais cautelosa quando consegue equilibrar os jogos, mas o modelo segue apresentando dificuldades quando o adversário aumenta a pressão na reta final.
Galo tenta evitar nova queda antes da pausa
A derrota freia o crescimento do Atlético no Campeonato Brasileiro justamente em um momento em que o time começava a recuperar confiança após semanas turbulentas.
Apesar de demonstrar evolução coletiva em relação ao início da temporada, o Galo segue convivendo com oscilações defensivas e problemas físicos que impedem a equipe de sustentar resultados por 90 minutos.
Com calendário apertado e elenco considerado curto, o desafio de Eduardo Domínguez será manter o time competitivo até a pausa para a Copa do Mundo sem perder ainda mais terreno na tabela.






