A decisão da Copa do Mundo de 2026 está definida. Em mais uma demonstração de força e poder de reação, a Argentina venceu a Inglaterra por 2 a 1, de virada, na semifinal disputada nesta quarta-feira (15), em Atlanta, e garantiu vaga na grande final contra a Espanha, marcada para domingo (19), em East Rutherford, Nova Jersey.
A classificação mantém viva a chance de a seleção comandada por Lionel Scaloni conquistar o segundo título mundial consecutivo, feito que não ocorre desde o Brasil de 1958 e 1962. A Espanha, por sua vez, chega embalada após eliminar a França por 2 a 0 e tentará levantar a taça pela segunda vez em sua história, repetindo o sucesso obtido na África do Sul, em 2010.
Inglaterra sai na frente, mas Argentina reage no fim
O duelo foi digno da histórica rivalidade entre argentinos e ingleses. Depois de um primeiro tempo intenso e equilibrado, com forte marcação e poucas oportunidades claras, a Inglaterra abriu o placar aos 55 minutos, quando Anthony Gordon aproveitou boa jogada ofensiva para vencer Emiliano Martínez e colocar os ingleses em vantagem.
A seleção inglesa passou então a administrar o resultado, mas acabou cedendo espaço para a pressão argentina.
A insistência foi recompensada aos 85 minutos, quando Enzo Fernández acertou um belo chute de fora da área para empatar a partida e recolocar os sul-americanos no jogo. Já nos acréscimos, aos 47 minutos do segundo tempo, Lautaro Martínez, que havia saído do banco de reservas, apareceu livre na área para completar cruzamento preciso de Lionel Messi e decretar a virada por 2 a 1.
Messi conduz mais uma classificação histórica
Mesmo sem balançar as redes, Lionel Messi voltou a ser decisivo. O camisa 10 comandou a reação argentina e deu a assistência para o gol da classificação, confirmando seu protagonismo em mais uma campanha de Copa do Mundo.
Com oito gols marcados e quatro assistências, o capitão argentino segue entre os principais candidatos à Chuteira de Ouro da competição e chega à sua segunda final consecutiva de Mundial.
A campanha argentina também chama atenção pela capacidade de superação. Nas fases eliminatórias, a equipe já havia buscado viradas dramáticas diante de Egito e, agora, da Inglaterra, consolidando uma trajetória marcada pela resiliência.
Final coloca frente a frente dois estilos de jogo
A decisão entre Espanha e Argentina promete reunir duas das seleções mais consistentes do torneio.
A Espanha chega à final invicta, apoiada em um futebol de posse de bola, organização tática e jovens talentos como Lamine Yamal, além da experiência de jogadores como Rodri e Mikel Merino. Na semifinal, controlou completamente a França e venceu por 2 a 0.
Do outro lado estará uma Argentina experiente, acostumada a grandes decisões e liderada por Messi. A equipe sul-americana aposta na força coletiva, na qualidade técnica do meio-campo e na capacidade de decidir partidas mesmo nos momentos mais difíceis.
A expectativa é de um confronto entre duas escolas tradicionais do futebol mundial e que pode marcar a despedida de Lionel Messi das Copas do Mundo com mais um título.
França e Inglaterra disputam o terceiro lugar
Antes da grande decisão, França e Inglaterra voltam a campo no sábado (18), em Miami, para a disputa do terceiro lugar.
Os franceses chegam ao confronto após a derrota para a Espanha, enquanto os ingleses tentam se recuperar da dolorosa eliminação diante da Argentina. Apesar de não valer o título, a partida representa a oportunidade de ambas encerrarem a campanha no pódio da competição e amenizarem a frustração das semifinais.


