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Home Colunas

A POESIA NEGRA DE TRACY SMITH

Por Ediel Ribeiro
21 de maio de 2025 - 08:03
em Colunas

Tracy K. Smith. (Foto: Andrew Kelly) 

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Rio de Janeiro – Nesta segunda-feira (19), estive na Livraria Janela, no Jardim Botânico, para uma conversa com a poeta norte-americana Tracy K. Smith.

Dei a ela um desenho e ganhei o seu gostoso livro “Uma Fome Tão Afiada”, autografado.

Tracy Smith é detentora de um Pulitzer – o mais importante prêmio literário dos EUA – ela veio ao Brasil promover o lançamento de uma obra original sua no país: “Vida em Marte” (Editora Relicário – 133 páginas). A obra foi apontada pelo New York Times como uma das publicações mais notáveis de poesia de 2011 e premiada em 2012 com o prestigioso Prêmio Pulitzer de Poesia.

“Vida em Marte”, é o livro de estreia da autora no Brasil. Reconhecido pelo New York Times Book Review como um dos livros de poesia mais notáveis de 2011. Sua poesia, com referências tiradas de David Bowie e da ficção científica, acompanha as descobertas e fracassos da existência humana para nos sugerir que o importante não é tanto desvendar os enigmas do universo, mas sim acolher o seu mistério.

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“Ainda assim, todos buscamos respostas — na religião, na ciência, na arte —, mas a interrogação permanece viva, não se encerra, especialmente quando nos deparamos com a perda e o luto”, diz a autora.

Vida em Marte consolida a poeta estadunidense como uma das grandes vozes de sua geração. É uma coleção de poemas ousados e habilidosos, que levam os leitores ao universo e os transportam para uma autêntica mistura de alegria e dor.

É por isso que Smith, que escreveu esses poemas após a morte de seu pai, um dos engenheiros do Telescópio Hubble, constrói sua metáfora marciana: o espaço exterior, sinônimo daquilo que não pode ser plenamente conhecido, onde seu pai se desvaneceu. Eleva o olhar às estrelas, mas focaliza a lente de seu telescópio no concreto, no íntimo, até mesmo no doméstico.

Tracy K. Smith nasceu em Massachusetts e foi criada no norte da Califórnia. Ela obteve um bacharelado pela Universidade de Harvard e um mestrado em escrita criativa pela Universidade de Columbia.

Smith leciona na Universidade de Harvard, onde é professora de inglês e de estudos africanos e afro-americanos. Além da coletânea ‘Uma Fome Tão Afiada’ (2025), Smith é autora de quatro livros de poesia: ‘The Body’s Question’ (2003), que ganhou o prêmio Cave Canem de melhor primeiro livro de um poeta afro-americano; ‘Duende’ (2007), vencedor do Prêmio James Laughlin e do Prêmio Literário Essence; ‘Life on Mars’ (2011), vencedor do Prêmio Pulitzer de Poesia; e ‘Wade in the Water’ (2018). Ela também escreveu um livro de memórias, ‘Ordinary Light’ (2015), que foi finalista do National Book Award em não-ficção.

Tracy Smith se tornou a 22ª Poeta Laureada dos EUA. O título, concedido pela Biblioteca do Congresso estadunidense, transformava a escritora e educadora em uma embaixadora oficial da poesia norte-americana. Um gesto simbólico: uma mulher negra, filha de um engenheiro da NASA que acabara de ganhar o Prêmio Pulitzer seria agora uma voz lírica de uma nação profundamente dividida. Ela ocupou o cargo entre 2017 e 2019.

Embora a poeta seja afro-americana, não faz poesia simplesmente militante, o que não impede que trate de questões identitárias numa alta linguagem de imaginação poética.

“Nenhum poeta me arrepia como Tracy K. Smith, e seu livro “Vida em Marte” me faz chorar. É uma elegia selvagem e caleidoscópica para seu pai, Floyd William Smith, um homem negro que cresceu no Alabama antes dos direitos civis e que depois trabalhou no Telescópio Hubble como engenheiro. Ele nasceu em 1935 e morreu em 2008. Smith transformou sua dor em transcendência; a obra é íntima e infinita”, descreveu a jornalista do New Yorker, Jia Tolentino.

Tags: ColunaEdiel Ribeiro
Ediel Ribeiro

Ediel Ribeiro

"Coluna do Ediel" Ediel Ribeiro é carioca. Jornalista, cartunista e escritor. Co-autor (junto com Sheila Ferreira) do romance "Sonhos são Azuis". É colunista dos jornais O Dia (RJ) e O Folha de Minas (MG). Autor da tira de humor ácido "Patty & Fatty" publicadas nos jornais "Expresso" (RJ) e "O Municipal" (RJ) e Editor dos jornais de humor "Cartoon" e "Hic!". O autor mora atualmente no Rio de Janeiro, entre um bar e outro.

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