Mais de 33,4 milhões de brasileiros não compareceram às urnas no primeiro turno das eleições deste domingo (4). A abstenção chegou a 21,08% do eleitorado, maior percentual registrado em uma eleição presidencial desde 1998.
O Brasil tinha 158,7 milhões de eleitores aptos a votar. Cerca de 125 milhões compareceram às seções eleitorais. Entre os que votaram, aproximadamente 2,2 milhões escolheram o voto em branco e 3,6 milhões anularam o voto.
Diante do resultado, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, afirmou que a Justiça Eleitoral pretende intensificar as ações para tentar reduzir a ausência no segundo turno.
“Não é o ideal uma abstenção de 20%. A ideia é intensificar e aperfeiçoar todos os mecanismos disponíveis para que a gente consiga diminuir esse percentual no segundo turno”, afirmou.
Entre as iniciativas citadas por Nunes Marques estão campanhas realizadas com influenciadores digitais para estimular a participação de jovens e idosos e o projeto Seu Voto Importa, que oferece transporte de eleitores até os locais de votação e retorno às residências.
Segundo o presidente do TSE, a ausência foi especialmente elevada entre grupos para os quais o voto é facultativo. Entre os idosos, a abstenção chegou a 50%. Entre jovens de 16 e 17 anos, ficou em 20%.
Maior índice em 28 anos
O percentual deste ano ficou próximo do registrado em 1998, quando 21,5% dos eleitores não compareceram às urnas.
Nas últimas eleições presidenciais, a abstenção vinha apresentando crescimento. Em 2014, foi de 19,39%; em 2018, chegou a 20,33%; e, em 2022, ficou próxima de 21% no primeiro turno.
A Justiça Eleitoral terá agora três semanas para tentar ampliar o comparecimento. O segundo turno da eleição presidencial, disputado por Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), será realizado em 25 de outubro.


