O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) mantém uma vantagem expressiva na corrida pelo governo de Minas Gerais, mas a disputa apresenta um cenário bem mais apertado quando projetada para um eventual segundo turno contra o deputado federal Patrus Ananias (PT). É o que mostra pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta terça-feira (8).
No cenário estimulado de primeiro turno, Cleitinho aparece com 31% das intenções de voto, praticamente o dobro dos 17% registrados por Patrus, que ocupa a segunda posição.
Alexandre Kalil (PDT), ex-prefeito de Belo Horizonte, aparece em terceiro, com 12%, seguido pelo governador Mateus Simões (PSD), com 11%. Os dois estão tecnicamente empatados considerando a margem de erro de dois pontos percentuais.
Na sequência aparecem Gabriel Azevedo (MDB), com 8%, e Flávio Roscoe (PL), com 7%. Ben Mendes (Missão) tem 2% e Indira Xavier (UP), 1%. Outros candidatos somam 1%. Brancos e nulos representam 5%, mesmo percentual dos entrevistados que não souberam ou não responderam.
Os números mostram Cleitinho isolado na liderança, enquanto a disputa pela segunda posição permanece mais aberta, embora Patrus tenha atualmente cinco pontos de vantagem sobre Kalil e seis sobre Simões.
A comparação com a pesquisa anterior do Real Time Big Data, divulgada em 27 de agosto, mostra pequenas movimentações. Cleitinho tinha 33% e agora aparece com 31%. Patrus passou de 15% para 17%.
Kalil recuou de 13% para 12%, enquanto Mateus Simões permaneceu com 11%. Gabriel avançou de 7% para 8% e Roscoe passou de 5% para 7%.
Considerando a margem de erro, parte dessas oscilações não permite afirmar isoladamente que houve crescimento ou queda efetiva de cada candidato. O conjunto dos dois levantamentos, porém, mantém Cleitinho na liderança e Patrus na segunda posição.
Segundo turno fica apertado entre Cleitinho e Patrus
A diferença observada no primeiro turno praticamente desaparece quando o Real Time Big Data pergunta aos eleitores como votariam em uma disputa direta entre os dois primeiros colocados.
Cleitinho aparece com 43% e Patrus chega a 41%. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, os dois estão tecnicamente empatados. Brancos e nulos somam 10%, enquanto 6% não sabem ou não responderam.
O resultado representa uma mudança em relação ao levantamento anterior do instituto. Em 27 de agosto, Cleitinho tinha 45% contra 40% de Patrus, vantagem de cinco pontos. Agora, a diferença numérica caiu para dois.
Nos demais confrontos envolvendo o líder, a vantagem é maior.
Contra Alexandre Kalil, Cleitinho aparece com 44%, ante 37% do ex-prefeito de Belo Horizonte. Em uma disputa com Mateus Simões, o senador tem 43% contra 35% do atual governador.
Outras três simulações mostram equilíbrio.
Kalil tem 39% contra 38% de Patrus, resultado de empate técnico. Mateus Simões aparece com 37% contra 34% de Kalil, também dentro da margem de erro. Já no confronto entre Simões e Patrus há igualdade numérica: 35% para cada um.
Os resultados indicam que, embora Cleitinho esteja em situação mais confortável no primeiro turno, uma eventual segunda etapa da eleição pode apresentar dinâmica diferente, especialmente contra Patrus.
Cleitinho também tem a maior rejeição
A liderança nas intenções de voto vem acompanhada de outro dado relevante para o senador: Cleitinho também aparece como o candidato com maior rejeição entre os nomes apresentados aos entrevistados.
Segundo o Real Time Big Data, 45% afirmam que não votariam nele.
Patrus vem logo atrás, com rejeição de 43%, seguido por Kalil, com 41%.
Flávio Roscoe registra 30%, Mateus Simões, 28%, Ben Mendes, 24%, e Gabriel Azevedo, 20%. Professor Túlio Lopes (PCB) e Indira Xavier têm 18% cada, Rafael Duda (PSTU), 16%, e Henrique Áreas (PCO), 11%.
A rejeição elevada dos três candidatos que aparecem nas primeiras posições pode se tornar um fator importante caso a eleição seja levada ao segundo turno.
A pesquisa espontânea também mostra que boa parte do eleitorado mineiro ainda não definiu seu candidato. Quando os entrevistadores não apresentam os nomes dos concorrentes, 56% não sabem ou não respondem.
Cleitinho é citado espontaneamente por 13%, Patrus por 6%, Kalil por 5% e Mateus Simões por 4%. Gabriel e Roscoe aparecem com 2% cada.
O elevado percentual de indecisos na pesquisa espontânea indica que, apesar da liderança consolidada de Cleitinho no cenário estimulado, ainda existe um contingente expressivo de eleitores sem uma escolha espontaneamente definida.
Simões tem governo aprovado, mas aparece com 11%
Outro dado chama atenção na pesquisa. Mateus Simões tem aprovação de 55% dos entrevistados à frente do governo de Minas, enquanto 41% desaprovam sua administração e 4% não sabem ou não responderam.
Quando a avaliação é detalhada, 27% classificam o governo como ótimo ou bom, 42% como regular e 28% como ruim ou péssimo.
Apesar da aprovação numericamente positiva, Simões aparece com apenas 11% das intenções de voto no primeiro turno.
Os números mostram que, neste momento da campanha, a avaliação do governo ainda não se converte integralmente em intenção de voto para o governador.
Com menos de um mês até o primeiro turno, marcado para 4 de outubro, a pesquisa mostra Cleitinho com a dianteira mais confortável na primeira etapa da eleição, Patrus ocupando a segunda posição e Kalil e Simões disputando espaço logo atrás.
Ao mesmo tempo, as simulações de segundo turno mostram que a vantagem do senador não se repete com a mesma intensidade em todos os confrontos, principalmente diante de Patrus, contra quem a disputa aparece tecnicamente empatada.
A pesquisa Real Time Big Data ouviu 2 mil eleitores de Minas Gerais entre os dias 3 e 7 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi contratado pelo próprio instituto e está registrado na Justiça Eleitoral sob o número MG-00998/2026.


