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Home Notícias Economia

Mercado reduz previsão de crescimento do Brasil e ainda vê inflação acima de 5% em 2026

Boletim Focus projeta alta de 1,92% do PIB e IPCA de 5,01%; expectativa é que Selic termine o ano em 13,75% e dólar em R$ 5,20

Por Redação
31 de agosto de 2026 - 12:47
em Economia

Foto: Marcello Casal Jr/ABR 

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O mercado financeiro reduziu novamente a expectativa para o crescimento da economia brasileira em 2026 e passou a projetar uma inflação ligeiramente menor. As novas estimativas aparecem no Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (31) pelo Banco Central.

A previsão para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) caiu de 1,95% para 1,92%.

Já a estimativa para a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), passou de 5,02% para 5,01%.

As projeções para dólar e juros permaneceram inalteradas. O mercado espera a moeda norte-americana em R$ 5,20 no fim de 2026 e a taxa básica de juros, a Selic, em 13,75% ao ano.

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O Focus reúne semanalmente as projeções de instituições financeiras, corretoras e consultorias para os principais indicadores da economia brasileira.

Inflação segue acima de 5%

Apesar da pequena redução na previsão desta semana, a estimativa de inflação para 2026 continua acima de 5%.

O IPCA acumulado em 12 meses está atualmente em 4,44%, segundo os dados de julho divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para 2027, os economistas consultados pelo Banco Central elevaram ligeiramente a projeção de inflação, de 4,25% para 4,28%.

As estimativas permanecem em 3,80% para 2028 e 3,50% para 2029.

Crescimento abaixo de 2%

No caso da atividade econômica, o mercado passou a esperar crescimento de 1,92% do PIB brasileiro em 2026, contra 1,95% na semana anterior.

Apesar da revisão para baixo, a projeção continua indicando expansão da economia, e não retração.

Para os anos seguintes, as previsões permaneceram inalteradas: crescimento de 1,50% em 2027, 1,98% em 2028 e 2% em 2029.

As estimativas mostram, portanto, uma expectativa de crescimento relativamente moderado da economia brasileira nos próximos anos.

Mercado ainda espera redução dos juros

A taxa Selic está atualmente em 14% ao ano, depois da redução promovida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) no início de agosto.

Para o fim de 2026, o mercado mantém a expectativa de que os juros caiam para 13,75% ao ano.

A previsão indica que os economistas ainda enxergam espaço para redução dos juros, mas esperam que a taxa permaneça em nível elevado.

Para 2027, a projeção é de Selic em 12%. Em 2028, a estimativa está em 10,5% e, para 2029, em 10%.

A taxa básica influencia diretamente o custo do crédito no país. Juros elevados ajudam a conter a inflação ao desestimular consumo e investimentos, mas também podem reduzir o ritmo da atividade econômica.

Dólar permanece em R$ 5,20

Outra projeção que não sofreu alteração foi a do câmbio.

O mercado espera que o dólar termine 2026 cotado a R$ 5,20, mesmo valor projetado há quatro semanas.

Para 2027 e 2028, a expectativa é de R$ 5,30. Em 2029, os analistas projetam a moeda norte-americana em R$ 5,36.

A cotação do dólar é acompanhada de perto porque influencia preços de produtos importados, matérias-primas e insumos utilizados pela indústria.

Um dólar mais caro pode aumentar a pressão sobre a inflação, ao mesmo tempo em que tende a favorecer exportadores brasileiros. Já a valorização do real ajuda a reduzir custos de importação, mas pode diminuir a competitividade de determinados produtos nacionais no mercado externo.

Tags: Banco Centralboletim Focusdólareconomiaeconomia brasileirainflaçãoIPCAjurosmercado financeiroPIBSelic
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