O Partido Socialista Brasileiro (PSB) oficializou, na noite desta quarta-feira (29), o apoio à candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição e confirmou o vice-presidente Geraldo Alckmin como candidato à recondução ao cargo na chapa presidencial.
A decisão foi tomada durante a convenção nacional da legenda, realizada em Brasília, consolidando a manutenção da aliança entre PSB e PT para a disputa eleitoral de 2026.
Embora o apoio do PSB já fosse esperado, a deliberação representa um passo formal na construção da coligação governista. A oficialização da candidatura de Lula ocorrerá apenas no próximo domingo (2), durante a convenção nacional do Partido dos Trabalhadores.
Aliança iniciada em 2022 é mantida
A confirmação da chapa preserva a composição formada nas eleições de 2022, quando Geraldo Alckmin deixou o PSDB, filiou-se ao PSB e passou a integrar a candidatura de Lula como vice-presidente.
Naquele pleito, a aliança simbolizou a aproximação entre lideranças historicamente adversárias e reuniu partidos de diferentes correntes políticas em torno da candidatura petista.
Quatro anos depois, PT e PSB optaram por manter a mesma composição, apostando na continuidade da parceria construída durante o atual mandato.
Trajetória política de Alckmin
Médico anestesiologista e professor universitário, Geraldo Alckmin iniciou sua carreira política como prefeito de Pindamonhangaba (SP), cargo que ocupou entre 1977 e 1982.
Posteriormente, foi eleito deputado estadual e deputado federal por São Paulo, antes de assumir o governo paulista.
Alckmin governou o estado de São Paulo em diferentes períodos. Inicialmente, assumiu o cargo após a morte do então governador Mário Covas, de quem era vice. Posteriormente, foi eleito e reeleito para novos mandatos, tornando-se um dos governadores que permaneceram por mais tempo à frente da administração paulista.
Também disputou a Presidência da República em 2006 e 2018. Em março de 2022, filiou-se ao PSB para compor a chapa com Lula, sendo eleito vice-presidente da República.
Convenções entram na reta final
Com a definição do PSB, os partidos aceleram o processo de oficialização de seus candidatos antes do encerramento do calendário eleitoral.
Nos próximos dias, outras legendas também realizarão convenções nacionais para definir candidaturas e alianças.
O cronograma previsto é o seguinte:
- PCdoB – 30 de julho;
- PSTU – 31 de julho;
- PV – 31 de julho;
- PCO – 1º de agosto;
- PT – 2 de agosto;
A convenção do PT, marcada para domingo, deverá oficializar a candidatura de Lula à reeleição e concluir a formalização da chapa presidencial com Geraldo Alckmin.
Aliança amplia base da candidatura governista
A decisão do PSB reforça a estratégia de Lula de manter unida a coalizão que o levou de volta ao Palácio do Planalto em 2022.
Além do peso político de Geraldo Alckmin, a permanência da aliança garante ao presidente o apoio de uma das principais legendas de centro-esquerda do país, fortalecendo a base para a campanha presidencial e ampliando a articulação nos estados, onde PT e PSB também negociam alianças para as disputas aos governos estaduais e ao Congresso Nacional.


