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Home Saúde

Falta de ar ao subir escadas pode ser sinal de insuficiência cardíaca, alerta Sociedade Brasileira de Cardiologia

Doença afeta cerca de 1,7 milhão de brasileiros e pode passar despercebida por apresentar sintomas semelhantes aos do sedentarismo e do envelhecimento

Por Redação
9 de julho de 2026 - 14:59
em Saúde
Falta de ar ao subir escadas pode ser sinal de insuficiência cardíaca, alerta Sociedade Brasileira de Cardiologia

Imagem ilustrativa / IA

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Subir um lance de escadas e perder o fôlego. Sentir um cansaço incomum durante uma caminhada curta ou perceber um inchaço persistente nas pernas. Embora muitas pessoas associem esses sinais ao avanço da idade ou à falta de condicionamento físico, eles também podem indicar um problema muito mais sério: a insuficiência cardíaca.

No Dia Nacional de Alerta contra a Insuficiência Cardíaca, celebrado nesta quinta-feira (9), a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) reforçou a importância do diagnóstico precoce da doença, que já afeta aproximadamente 1,7 milhão de brasileiros e está entre as principais causas de internação e mortalidade por doenças cardiovasculares no país.

O coração dá os primeiros sinais durante o esforço

A insuficiência cardíaca ocorre quando o coração perde a capacidade de bombear sangue de forma eficiente para atender às necessidades do organismo.

Segundo o cardiologista Marcus Simões, coordenador da nova Diretriz Brasileira de Insuficiência Cardíaca da SBC, é justamente durante atividades físicas que os primeiros sintomas costumam aparecer.

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“Durante o esforço físico, o coração é mais requisitado. Quando você força a musculatura, ela tem que receber mais sangue, e aí o coração tem que bombear mais sangue. Então, é na hora do esforço que o coração usualmente demonstra que não está bem.”

Além da falta de ar, outros sintomas frequentes incluem fadiga, cansaço excessivo, retenção de líquidos, inchaço nos pés e tornozelos e redução da capacidade para realizar atividades cotidianas.

Doença costuma ser consequência de outros problemas

Ao contrário do que muitos imaginam, a insuficiência cardíaca não surge isoladamente.

Na maioria dos casos, ela é consequência da evolução de outras doenças que comprometem o funcionamento do coração ao longo dos anos.

Entre as principais causas estão:

  • infarto do miocárdio;
  • hipertensão arterial;
  • diabetes;
  • doenças nas válvulas cardíacas;
  • cardiomiopatias;
  • doença de Chagas, ainda presente em algumas regiões do Brasil.

Segundo Marcus Simões, essas doenças provocam um desgaste progressivo do músculo cardíaco, reduzindo sua capacidade de bombear sangue para todo o organismo.

Diagnóstico precoce aumenta as chances de controle

Especialistas alertam que identificar a doença nos primeiros estágios pode fazer toda a diferença na qualidade de vida do paciente.

O diagnóstico começa com a avaliação clínica e pode ser confirmado por exames relativamente simples, como radiografia de tórax, eletrocardiograma, ecocardiograma e exames laboratoriais que identificam biomarcadores específicos da insuficiência cardíaca.

Quando iniciado precocemente, o tratamento reduz significativamente o risco de internações e melhora a expectativa de vida.

Abandono do tratamento preocupa especialistas

Apesar dos avanços da medicina, a interrupção do tratamento ainda representa um dos maiores desafios.

Dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia mostram que cerca de 25% dos episódios de descompensação da insuficiência cardíaca estão relacionados à suspensão dos medicamentos.

Os principais remédios utilizados no tratamento são disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Quando utilizados corretamente, ajudam a controlar os sintomas, retardar a progressão da doença e diminuir o risco de hospitalizações.

Infecções, arritmias, crises hipertensivas, infarto e miocardites também estão entre os fatores que podem agravar rapidamente o quadro clínico.

Exercício físico também faz parte do tratamento

Ao contrário do que muitos pacientes imaginam, o repouso permanente não é recomendado.

Depois da estabilização do quadro e sob acompanhamento médico, a prática de exercícios físicos faz parte da reabilitação cardiovascular.

A atividade física melhora o condicionamento, reduz os sintomas e contribui para recuperar a capacidade funcional dos pacientes.

Essas recomendações estarão entre as atualizações da nova Diretriz Brasileira de Insuficiência Cardíaca, que será apresentada em outubro durante o 81º Congresso Brasileiro de Cardiologia, no Rio de Janeiro, reunindo as evidências científicas mais recentes para orientar o tratamento da doença no país.

Doença pode ser silenciosa, mas exige atenção

A insuficiência cardíaca continua sendo uma das doenças cardiovasculares mais graves. Segundo especialistas, pacientes diagnosticados podem apresentar risco de mortalidade entre 30% e 50% em cinco anos, especialmente quando o tratamento não é seguido corretamente.

Por isso, sintomas aparentemente simples, como falta de ar durante pequenos esforços, cansaço persistente ou inchaço frequente, não devem ser ignorados.

A recomendação é procurar avaliação médica sempre que esses sinais surgirem ou se tornarem recorrentes.

Com informações de: Sociedade Brasileira de Cardiologia, Ministério da Saúde, Agência Brasil

Tags: Bem-estarCARDIOLOGIACoraçãodoenças cardiovascularesinsuficiência cardíacamedicinasaúdeSBCSUS
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