CONTAGEM (MG) — Um aparelho celular foi apreendido na cela ocupada pelo empresário Henrique Moura Vorcaro, pai do banqueiro Daniel Vorcaro, na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A apreensão ocorreu na noite de segunda-feira (22), durante uma operação realizada por policiais penais do Comando de Operações Penitenciárias Especiais (Cope).
Henrique Vorcaro está preso desde 14 de maio, quando foi alvo da sexta fase da Operação Compliance Zero, investigação conduzida pela Polícia Federal que apura um amplo esquema de fraudes financeiras, lavagem de dinheiro, corrupção e organização criminosa ligado ao antigo Banco Master.
Segundo informações divulgadas nesta terça-feira (23), o aparelho foi localizado na ala 15, anexo 3 da unidade prisional, considerada uma das mais rígidas do sistema penitenciário mineiro. Até o momento, as autoridades não detalharam como o telefone entrou na penitenciária nem se o equipamento estava sendo utilizado pelo empresário.
A apreensão ocorre em meio ao avanço das investigações da Compliance Zero. Relatórios da Polícia Federal apontam que Henrique Vorcaro teria papel relevante na estrutura investigada, sendo descrito como operador financeiro e responsável por intermediar ordens e pagamentos atribuídos ao núcleo comandado por seu filho, Daniel Vorcaro.
Nas últimas semanas, o empresário já havia voltado ao noticiário após relatos de problemas de adaptação ao sistema prisional. Informações divulgadas anteriormente apontavam que ele enfrentava dificuldades emocionais desde a prisão preventiva decretada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça.
A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp) ainda não divulgou nota oficial sobre as circunstâncias da apreensão nem informou se será instaurado procedimento disciplinar para apurar responsabilidades pelo ingresso do aparelho na unidade.
A posse de celulares em estabelecimentos prisionais é proibida pela legislação brasileira e pode resultar em sanções administrativas aos detentos, além de abertura de investigação para identificar eventuais facilitadores da entrada dos equipamentos nos presídios.





