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Home Notícias Brasil

Lula confirma Alckmin em 2026 e critica custo das eleições

Presidente faz reunião ministerial e diz que política virou “negócio” no Brasil

Por Redação
31 de março de 2026 - 12:34
em Brasil
Lula confirma Alckmin em 2026 e critica custo das eleições

Crédito: Fábio Rodrigues Pozzebom | ABR

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva realizou nesta terça-feira (31) a primeira reunião ministerial de 2026 e aproveitou o encontro para se despedir de integrantes do governo que deixarão os cargos para disputar as eleições de outubro.

Durante o evento, Lula confirmou que o vice-presidente Geraldo Alckmin será novamente candidato a vice-presidente na próxima eleição.

Críticas ao custo das campanhas

Em tom crítico, o presidente afirmou que a política brasileira vem sendo distorcida pelo alto custo das campanhas eleitorais.

“Hoje, ainda tem muita gente séria, mas a verdade é que em muitos casos a política virou negócio”, disse.

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Lula citou relatos sobre os valores envolvidos nas disputas eleitorais e fez um alerta sobre o impacto disso no sistema democrático.

“Outro dia alguém me dizia: ‘um deputado federal não será eleito por menos de 50 milhões de reais’. E se isso for verdade, nós chegamos ao fim de qualquer seriedade na política brasileira”, afirmou.

Para o presidente, a responsabilidade é compartilhada. Segundo ele, a falta de enfrentamento do problema tem agravado o cenário.

“E as coisas vão passando e vai piorando e nós chegamos hoje a uma situação de degradação, inclusive de algumas instituições.”

Saída de ministros para disputar eleições

Lula também confirmou que pelo menos 18 dos 37 ministros devem deixar os cargos para disputar eleições em outubro.

Entre os nomes está o próprio Alckmin, que atualmente acumula a vice-presidência com o comando do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

Pela legislação eleitoral, ministros que pretendem disputar cargos precisam deixar suas funções até seis meses antes do primeiro turno, marcado para 4 de outubro. O prazo final para desincompatibilização é 4 de abril.

O presidente e o vice, no entanto, não precisam deixar seus cargos para concorrer à reeleição.

Governo não pretende fazer reforma ministerial ampla

Apesar das saídas, Lula afirmou que não pretende promover uma reforma ministerial com novos nomes. A estratégia será preencher as vagas com integrantes da própria equipe.

Um exemplo citado foi o de Dario Durigan, que assumiu o comando do Ministério da Fazenda após a saída de Fernando Haddad.

“Temos confiança na equipe que vocês montaram”, afirmou o presidente.

Segundo Lula, o foco do governo nos próximos meses será garantir continuidade administrativa até o fim do mandato.

“Temos muita coisa para concluir até o dia 31 de dezembro, e a obrigação de quem vai ficar é fazer com que a máquina continue funcionando sem nenhuma paralisia.”

Cenário eleitoral começa a ganhar forma

A reunião marcou também o início mais claro da movimentação eleitoral dentro do governo federal. Com a saída de ministros e a confirmação de candidaturas, o cenário político para outubro começa a se desenhar.

Nos bastidores, a expectativa é de que a disputa seja fortemente influenciada pelo custo das campanhas e pela capacidade de articulação política — pontos que, segundo o próprio presidente, têm sido determinantes nas eleições recentes.

Tags: Brasileleiçõesgoverno federalLulaministrospolítica
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