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Home Notícias Brasil

PM é preso em SP suspeito de matar companheira dentro de apartamento

Caso que inicialmente foi tratado como suicídio passou a ser investigado como feminicídio após laudos e contradições

Por Redação
18 de março de 2026 - 10:06
em Brasil
PM é preso em SP suspeito de matar companheira dentro de apartamento

PM Gisele Santana tinha foi encontrada morta no apartamento | Reprodução

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A Polícia Civil de São Paulo prendeu, na manhã desta quarta-feira (18), o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, investigado pela morte da companheira, a soldado Gisele Alves Santana, de 32 anos. A prisão ocorreu em São José dos Campos, no interior paulista.

Ele foi indiciado por feminicídio e fraude processual após a conclusão do inquérito que apura as circunstâncias da morte da policial, encontrada com um tiro na cabeça dentro do apartamento onde o casal morava, na região do Brás, em São Paulo, no dia 18 de fevereiro.

De suicídio a suspeita de crime

No momento da ocorrência, o oficial afirmou às autoridades que a companheira teria tirado a própria vida. O caso chegou a ser registrado inicialmente como suicídio, mas a versão passou a ser questionada ainda nos primeiros dias pela família da vítima e, posteriormente, pelas investigações.

Com o avanço das apurações, o registro foi alterado para morte suspeita, até a formalização do indiciamento por feminicídio.

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Exames realizados pelo Instituto Médico Legal (IML) apontaram lesões na face e no pescoço da vítima, compatíveis com sinais de agressão.

Os peritos identificaram marcas de pressão e escoriações semelhantes a estigmas ungueais, o que, segundo especialistas, pode indicar luta corporal antes do disparo. Um segundo laudo, após exumação do corpo no início de março, confirmou os achados iniciais.

Outros elementos também chamaram a atenção dos investigadores.

Uma testemunha relatou ter ouvido um disparo por volta das 7h28. No entanto, o acionamento do Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) ocorreu apenas às 7h57 — um intervalo de cerca de meia hora.

Além disso, socorristas que atenderam a ocorrência informaram que o oficial não apresentava sinais de ter saído do banho, como havia alegado.

A posição da arma encontrada junto ao corpo também foi considerada incomum para casos de suicídio, segundo avaliação apresentada pela defesa da família.

Outro ponto sob investigação é o fato de três policiais terem ido ao apartamento horas após a morte para realizar limpeza no local, o que foi confirmado em depoimentos.

Prisão e próximos passos

A prisão preventiva foi autorizada pela Justiça Militar após a conclusão do inquérito. O oficial foi encaminhado ao 8º Distrito Policial, na zona leste da capital, e deve ser transferido para o Presídio Militar Romão Gomes.

O caso segue agora para a fase judicial.

Tags: crimefeminicídioinvestigaçãoPolícia MilitarSão Paulo
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