19,Jun
Opinião

"Bolsonaro tchutchucou" é frase de internauta que aproprio-me e dou título à matéria que vocês lêm

“Bolsonaro tchutchucou. Simples assim” é a frase postada por internauta nos rodapés das várias reportagens publicadas nos jornais, resumindo a desistência do presidente Bolsonaro em comparecer a jantar de gala em Nova York, nos EUA, onde receberia o prêmio de Personalidade do Ano, dia 14/5, ofertado pela Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos. Ele acusou o nocaute e caiu na lona com o certeiro golpe desferido pelos protestos de estudantes, professores e pesquisadores do Museu de História Natural de Nova York, em abaixo-assinado, no qual o chamavam de “presidente fascista do Brasil”.

Também o prefeito de Nova York, Bill de Blasio, entrou no ringue contra a cerimônia e, em entrevista a uma emissora de rádio, chamou Bolsonaro de “ser humano perigoso”. Os protestos ganharam grandes proporções, tendo a participação do senador estadual democrata de NY, Brad Hoylman, que obteve quase 60 mil assinaturas num abaixo-assinado, no qual o texto se referia ao presidente brasileiro “como ameaça ao meio ambiente, aos direitos LGBTi e às minorias.

Bolsonaro foi nocauteado e caiu na lona com o golpe dos protestos contra ele nos EUA. (Foto: Sérgio Lima)

O general Otávio do Rêgo Barros, porta-voz da Presidência da República, em nota, relevou que o cancelamento da viagem de Bolsonaro para receber o prêmio de Personalidade do Ano ocorreu “em face da resistência e dos ataques deliberados do prefeito de Nova York e da pressão de grupos de interesses sobre as instituições que organizaram, patrocinam e acolhem em suas instalações o evento anualmente, ficou caracterizada a ideologização da atividade”. Por sua vez, a direção da Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos, em nota, garantiu que o evento será realizado sem a presença do presidente brasileiro.

Algumas empresas do leque de patrocinadores do evento retiraram seus apoios. Entre elas a Consultoria Bain & Company, a Companhia Aérea Delta e o jornal Financial Times. O Banco do Brasil participa do jantar de gala, com dinheiro público, como também o Consulado-Geral do Brasil em Nova York, que adquiriu mesa com 10 lugares pelo valor de US$ 10 mil. O Itamaraty confirmou o fato, revelando que “essa mesa é tradicionalmente adquirida pelo Consulado-Geral nas edições anuais da cerimônia de entrega do título de Personalidade do Ano. O custo é normalmente previsto na programação orçamentária anual do setor de promoção comercial do Consulado-Geral e a mesa é normalmente ocupada por convidados institucionais”.

O jantar de gala seria realizado, inicialmente, no Museu Americano de História Natural, mas a direção cancelou o evento em função dos protestos dos integrantes da comunidade científica. Também o restaurante Cipriani Hall, em Wall Street, recuou, após críticas de Bolsonaro, entre as quais a do prefeito de Nova York. Então, o evento foi transferido para o hotel Marriott Marquis, bombardeado pelo senador Brad Hoylman.

Entre os comentários sobre o assunto, além daquele que empresta título à matéria, estão os seguintes:

“Faz em Rio das Pedras (favela do Rio de Janeiro) com Queiróz e os milicianos, inclusive aqueles já homenageados pela família”.

“Foi uma lição que Nova Iorque deu aos neofascistas bolsonarianos e, muito especialmente, ao presidente Bolsonaro. Devem todos estar se roendo de decepção”.

“Ao ler os comentários dos esquerdolóides, a conclusão é que fez muito bem em cancelar a viagem. Neste país há um bando de ignóbeis que preferem o quanto pior melhor. Lamentável um país com estes tipos de doentes ideológicos e retardados”.

“Homem abjeto. Condecora filhos e mata a educação pública. Libera agrotóxicos, armas, persegue o pensamento crítico. Homofóbico, pessoas mal preparada, bufão. Inúltil”.

Enquanto isso, para não perder de vista, o guru “ideológico do governo Bolsonaro”, Olavo de Carvalho, continua a atirar “pedras” nos militares do governo. Sobre o ministro da Secretaria de Governo, general Carlos Alberto Santos Cruz, ele postou dia 4/5 nas redes sociais o seguinte: “Vocês acham que o Santos Cruz tem capacidade para ler e analisar uma só página da minha filosofia? O que ele tem, sim, é a capacidade de fofocar e difamar pelas costas”

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