O Irã confirmou nesta segunda-feira (30) a morte do comandante da Marinha da Guarda Revolucionária, Alireza Tangsiri, após um ataque atribuído a Israel no sul do país.
De acordo com comunicado oficial da Guarda Revolucionária do Irã, o militar não resistiu aos ferimentos sofridos durante o bombardeio. A morte havia sido anunciada dias antes por autoridades israelenses, que afirmaram ter realizado uma operação direcionada contra o alto comando naval iraniano.
Ataque atingiu área estratégica
O bombardeio ocorreu na cidade portuária de Bandar Abbas, base importante das forças navais iranianas. Segundo Israel, o ataque teve como alvo lideranças militares envolvidas na estratégia marítima do país.
Tangsiri era considerado uma das principais figuras da estrutura militar iraniana e liderava a Marinha da Guarda Revolucionária desde 2018. Ele teve papel central na estratégia de controle do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.
Nos últimos meses, o comandante ganhou protagonismo ao liderar ações de bloqueio no Estreito de Ormuz, uma medida que impactou diretamente o comércio global de energia e elevou a tensão internacional.
Especialistas apontam que ele foi responsável por consolidar a estratégia iraniana de guerra naval assimétrica, baseada no uso de drones, mísseis e embarcações rápidas para pressionar adversários na região do Golfo Pérsico.
Mesmo com a morte do comandante, a Guarda Revolucionária afirmou que manterá as operações militares e prometeu continuar atuando contra Israel e os Estados Unidos.
Em nota, a força classificou Tangsiri como um “comandante corajoso” e indicou que sua atuação fazia parte de uma estratégia mais ampla de defesa e retaliação na região.
Escalada no Oriente Médio
A morte de Tangsiri ocorre em meio à intensificação do conflito iniciado recentemente no Oriente Médio, marcado por ataques diretos entre forças israelenses, iranianas e aliados.
Nos últimos dias, operações militares têm atingido instalações estratégicas e lideranças de alto escalão, aumentando o risco de uma escalada ainda maior do conflito e de impactos no mercado global, especialmente no setor de energia.





