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Home Colunas

Coisas ridículas

Por Nilson Lattari
23 de janeiro de 2026 - 07:58
em Colunas
Coisas ridículas

Crédito: Daniel Dan | Unsplash

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Uma das coisas mais ridículas na vida, na minha opinião, é a perda de tempo por coisas fúteis, tanto quanto as coisas que pensamos quanto na maneira como agimos com nossos semelhantes. Imaginemos uma cena por um espaço de estacionamento sendo discutido por pessoas. Se pensarmos bem, aquele espaço, aquele pequeno espaço na terra, asfaltado ou não, não nos pertence. As pessoas vão às vias de fato tentando ocupá-lo, para ocupá-lo, mas não por elas, mas por um carro que, com cara de paspalho, olhando com seus olhos de vidro, pacientemente espera que as coisas se definam.

Uma discussão tola sobre uma partida de futebol, quando as pessoas vão às ruas para se agredir por uma camisa, defendida por vinte e dois jogadores em campo, movimentando árbitros, aluguel de espaço, onde correm rios de dinheiro, e nenhum córrego chega aos bolsos daqueles que lutam nas ruas, como se estivessem lutando por direitos ou liberdade.

A vida das pessoas, seus hábitos de vida, como se vestem ou calçam, ou que tipo de carro possuem, se têm família ou não, como decoram a casa ou se divertem são importantes para quem? Esses fatos deveriam ser do interesse delas, e não da vizinha ou do vizinho que vigiam seus próximos como uma fiscalização sem sentido sobre o que o outro faz ou vai fazer.

Discutir por bobagens é uma característica urbana. É claro que alguns animais podem ser implicantes, principalmente os domésticos – parece que a convivência conosco lhes traz mais problemas do que soluções.

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Alguns têm a vontade de sair por aí tentando consertar o mundo. Como se fossem capazes, com um simples olhar crítico, de fazer a humanidade mudar de rumo. Até porque, se cada um cuidasse do seu rumo, teríamos menos possibilidades de criar conflitos.

Fazer-se de desentendido ou concordar, com uma certa ironia, tem o efeito de irritar mais aquele que está no meio da cena do que aquele que se encontra como simples observador. A vida é como um palco de teatro onde os atores desempenham o seu papel e uma audiência observa as performances de cada um.

De que adianta argumentar com alguém que não vai ser convencido, e ao contrário pode se tornar mais agressivo se pensa sozinho e não tem ninguém que concorde com ele?

O mundo dá voltas, mas não precisamos ficar tontos por causa disso. Conversar com gente ignorante é o pior pesadelo. Até porque, os ignorantes não se julgam assim e, portanto, nada mais ridículo do que tentar demovê-los de onde estão.

Concordar com um ignorante é a melhor e a pior coisa que podemos fazer. Concordar pode significar não se importar com o que ele pensa, e o seu sorriso de regozijo, como se tivesse conseguido convencer alguém, é o melhor sinal do ridículo que poderia apresentar. Não concordar será um grande problema para resolver.

Enfim, perdemos nosso tempo de vida tentando consertar o ridículo do mundo. E, enquanto tentamos fazer esse conserto, somos mais ridículos do que aqueles que provocam os erros na vida.

Tags: comportamentoCrônicaNilson Lattarisociedade
Nilson Lattari

Nilson Lattari

Crônicas e Contos. NILSON LATTARI é carioca e atualmente morando em Juiz de Fora (MG). Escritor e blogueiro no site www.nilsonlattari.com.br, vencedor duas vezes do Prêmio UFF de Literatura (2011 e 2014) e Prêmio Darcy Ribeiro (Ribeirão Preto 2014). Finalista em livro de contos no Prêmio SESC de Literatura 2013 e em romance no Prêmio Rio de Literatura 2016. Menções honrosas em crônicas, contos e poesias. Foi operador financeiro, mas lidar com números não é o mesmo que lidar com palavras. "Ambos levam ao infinito, porém, em veículos diferentes. As palavras, no entanto, são as únicas que podem se valer da imaginação para um universo inexato e sem explicação".

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