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Home Colunas

Beleza infinita

Por Nilson Lattari
30 de janeiro de 2026 - 11:52
em Colunas
Beleza infinita

Foto: Kamila Maciejewska | Unsplash

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Existe algo maior do que o belo? Aquele algo a mais que se coloca em um degrau a mais sobre a beleza em si mesma? Sim, o belo é algo que nos atrai com um olhar, uma cor, um detalhe distinto de tudo o que vimos antes e nos transmite uma ideia de perfeição ou mesmo de assombro. Então poderíamos concluir que não existe nada mais além do belo. No entanto, o belo não transmite uma ideia de grandeza, de majestade sobre as outras coisas. Sendo pequeno ou grande, o belo nos passa o poder da atração, do distinto, do inebriante.

Ir além disso é chegar a uma transcendência, algo mais além do que imaginamos e mesmo algo que não podemos definir, tocar ou dimensionar. Existe algo sublime no ar, que é o transporte do belo para um lugar mais amplo e desafiador. É uma ideia espiritual que invade os limites da alma e alcança o inimaginável.

Imaginamos a beleza viajando no tempo e no espaço para se colocar sobre o todo. Isso talvez possa definir a beleza infinita como algo sublime, imaginado e não tangível.

O assustador e o imenso nos passam uma infinitude do belo: ver uma paisagem magnífica, que preenche nosso olhar, e precisamos movê-lo para entender toda a sua dimensão ou um rio caudaloso, que passa com as suas águas percorrendo velozmente o espaço, não têm uma beleza em si mesma, mas uma beleza sublime devido à sua grandeza e potência.

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Diante de uma escultura ou de um quadro, nós somos figuras estáticas diante do belo, mas somos inúteis e pequenos diante de uma grandiosidade, mostrando algo além de nós e de difícil compreensão.

O sublime pode ser aliado ou inimigo, mas ser sublime é algo incontrolável.

Diante de uma floresta verdejante e ardente de vida, de uma paisagem desde o topo de uma montanha, de navegar entre ondas imensas, enfim, diante de uma natureza que não podemos controlar, tudo isso é sublime e inebriante. Portanto, o sublime encerra a beleza e o temor, como uma dupla funcionando em sintonia. E isso tudo pode ser um fator de admiração e respeito. Humildemente, a natureza impõe seu ritmo e no seu direito de ser o que é e ela é poderosa e dona de si mesma. Conquistá-la é um ato sublime, porque nos faz transpor barreiras supostamente impossíveis de ultrapassar. E, nesse ato, nós sublimamos a força dela e passamos a ser sublimes como ela.

Logo, a superação é um ato sublime, demonstrando uma capacidade de resistência diante do desconhecido. Um astronauta vai ao espaço e se depara com uma imensidão, com um horizonte improvável e não definido. Sua atitude de desafiá-lo revela uma força além dele mesmo. É, portanto, um ato de beleza, agravado por tentar atingir o inimaginável. Ser sublime é ver a possibilidade de estar ali, pronto para desafiar o destino.             Mas, se uma obra de arte é somente bela, como ela pode ser também sublime? No caso, se o ato de admirar se transforma em uma atitude de transformação, que abala o interior da nossa alma e nos faz refletir e nos modificar, seja no pensamento ou nas atitudes, essa ultrapassagem passa a ser o sublime, de ser uma beleza infinita pronta para mudar comportamentos e nos fazer sentir melhor.

Tags: beleza infinitabelo e sublimefilosofia da belezaNilson Lattarireflexão estética
Nilson Lattari

Nilson Lattari

Crônicas e Contos. NILSON LATTARI é carioca e atualmente morando em Juiz de Fora (MG). Escritor e blogueiro no site www.nilsonlattari.com.br, vencedor duas vezes do Prêmio UFF de Literatura (2011 e 2014) e Prêmio Darcy Ribeiro (Ribeirão Preto 2014). Finalista em livro de contos no Prêmio SESC de Literatura 2013 e em romance no Prêmio Rio de Literatura 2016. Menções honrosas em crônicas, contos e poesias. Foi operador financeiro, mas lidar com números não é o mesmo que lidar com palavras. "Ambos levam ao infinito, porém, em veículos diferentes. As palavras, no entanto, são as únicas que podem se valer da imaginação para um universo inexato e sem explicação".

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