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Home Colunas

EXPEDITO, O FERA

Por Ediel Ribeiro
2 de junho de 2025 - 09:12
em Colunas

Em pé: Orlando, País, Geraldo, Alex, Ivo e Álvaro. Agachados: César, Bráulio, Neco, Expedito e Gilson Nunes. 

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Rio de Janeiro – O América (RJ) teve dois centroavantes que eu admirava: Expedito e Luizinho. Eram parecidos. Na bola e na raça.

Apesar de ser flamenguista, desde criança, o primeiro jogo que eu assisti no Maracanã foi América e Vasco. Expedito era o centroavante do time da Rua Campos Sales.

Depois que encerrou a carreira profissional, Expedito foi morar em Paracambi-RJ (região sul fluminense), onde vive até hoje. Foi em Paracambi que conheci Expedito. Jogamos juntos nos times de veterano do Tupy e do Brasil Industrial, os dois melhores times da cidade.

Depois das peladas, nós nos reuníamos num boteco ao lado da estação de trem, no centro da cidade, para uma cervejnha. Um dia, Expedito me chamou e disse que o dono estava querendo vender o bar. Comprei. Foi o meu primeiro bar. Depois desse, comprei vários outros botecos. Sempre gostei de botecos.

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Expedito era alegre e adorava contar as histórias dos tempos de jogador profissional. Uma delas:

“Quando vieram me buscar no Siderantim, para jogar no América, eu era considerado o melhor centroavante do Vale do Paraíba, eu e meu amigo Serginho, formávamos uma dupla terrível. Primeiro treino, nada de gol, segundo treino, nada, mas isso eu e o Serginho.

No último treino um diretor do departamento amador veio falar comigo antes do treino, ele disse: jogue para você, o seu amigo já está aprovado, então eu fui para o treino, fiz 8 gols, e aí começou a minha história”.

Expedito dos Santos Júnior, ou, simplesmente, Expedito, foi centroavante do América do Rio entre 1974 e 76. Atacante de gols marcantes, o jogador, nasceu no dia 9 de fevereiro de 1953, no Rio de Janeiro.

Centroavante, tinha o apelido de ‘fera feroz’, dado a vontade com que disputava as jogadas . Raçudo, habilidoso, rápido, tinha fome de gol, enfrentava qualquer zagueiro, não tinha medo de cara feia e nem aceitava desaforo.

Além do América do Rio, Expedito jogou no Vila Nova (MG), Nacional de Manaus (AM), Volta Redonda (RJ), Londrina (PR), Leônico (BA), Fortaleza (CE), Umuarama (PR), e Siderantim (RJ), onde começou e encerrou a carreira.

A estreia no Maracanã foi jogando pelo juvenil do América em 1970. Como profissional, seu primeiro jogo foi em 1973, em um jogo do Campeonato Carioca, contra o São Cristóvão. Neste jogo, fez três gols, os seus primeiros gols como profissional. Seu gol mais importante no estádio foi em 1975, contra o Fluminense, que na época era chamado de ‘Máquina’.

Edinho, do Fluminense, e Elias Figueiroa, do Internacional, foram os melhores zagueiros que já enfrentou. No início da carreira, admirava um centroavante chamado Nei Veloz, do Vasco da Gama, time pelo qual seu pai torcia. “Ele gostava de partir para cima, e eu gostava disso e me inspirei nele”, disse. Outros jogadores que admirou ao longo da carreira foram Tadeu Ricci, do Grêmio de Porto Alegre, Romário e Ronaldo Fenômeno.

Foi campeão amazonense pelo Nacional e campeão da “Taça da África”, pelo América, ganhando do Benfica, em 1973.

Jogou por 15 anos – entre amador e profissional – sua última partida como profissional foi no Maracanã, em um jogo entre o São Cristóvão, Campeão da Segunda Divisão, e o Siderantim, Campeão da Terceira Divisão.

Expedito sofreu uma contusão que precisou passar por 4 cirurgias de coluna, problema que abreviou sua carreira no futebol.

O jogador é casado com Virgínia Maria dos Santos, sua primeira namorada, com quem tem três filhos e dois netos. Estão juntos desde os tempos de juvenil do América, em 1970.

Tags: ColunaEdiel Ribeiro
Ediel Ribeiro

Ediel Ribeiro

"Coluna do Ediel" Ediel Ribeiro é carioca. Jornalista, cartunista e escritor. Co-autor (junto com Sheila Ferreira) do romance "Sonhos são Azuis". É colunista dos jornais O Dia (RJ) e O Folha de Minas (MG). Autor da tira de humor ácido "Patty & Fatty" publicadas nos jornais "Expresso" (RJ) e "O Municipal" (RJ) e Editor dos jornais de humor "Cartoon" e "Hic!". O autor mora atualmente no Rio de Janeiro, entre um bar e outro.

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