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Home Notícias Economia

Economistas dizem que mudanças no cartão não terão impacto no mercado

Por Redação
3 de abril de 2017 - 16:11
em Economia
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As novas regras de uso de cartões de crédito favorecem o consumidor, avalia o economista Marcel Solimeo, diretor do Instituto de Economia da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). De acordo com as novas determinações do Conselho Monetário Nacional (CMN), a partir de hoje (3), a opção de pagar apenas o valor mínimo da fatura – equivalente a 15% do total do débito – poderá ocorrer de uma única vez, pelo prazo de 30 dias.

Para Solimeo, essa medida ajuda a preservar o consumidor contra a “armadilha perigosa” dos parcelamentos com prestações corrigidas por juros compostos em que “a dívida cresce tão rapidamente que não dá a mínima condição de o devedor pagá-la”. Ele alerta que o uso do limite de crédito deve ser um recurso em situação de emergência e não como complemento de renda porque isso “vai, inevitavelmente, levar ao desequilíbrio das contas , no chamado efeito Bola Neve”. 

Em sua opinião, “é uma mudança bastante positiva.”No entanto, pondera que ela não provocará grande impacto no comércio varejista e no comportamento da maioria dos usuários.“Existe uma prática disseminada de se evitar a rolagem do saldo da dívida sujeita a juros altos". Ele lembrou que, paralelamente, os próprios bancos tem chamado os clientes para renegociar. 

Solimeo considera que a parcela da população que tem o hábito de quitar apenas o mínimo terá de buscar maior equilíbrio entre o que ganha e gasta. “Por mais doloroso que possa parecer será necessário cortar despesas porque não se pode gastar mais do que se ganha.”

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Dados de uma pesquisa ao Datafolha, encomendada pela Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito (Abecs), mostra que 86% das pessoas pagam o valor integral da fatura e 3% recorrem à opção de quitar apenas o mínimo. Outros 5% dos usuários de cartões de crédito preferem o parcelamento.

O diretor executivo da Abecs, Ricardo Vieira, disse que as novas regras permitirá benefícios para os clientes e aos credores com possibilidade de uma renegociação do saldo do devedor em parcelas menores do que as praticadas pelo sistema rotativo. Segundo apurou a Abecs, a taxa média de juros do rotativo, na penúltima semana de fevereiro, foi em torno de 14,5% ao mês, o equivalente a 406,6% ao ano, enquanto o parcelamento ficou em torno de 9% ano mês e 181,3% ao ano.

O fato de o CMN ter determinado que os bancos passem a financiar o débito em taxas abaixo do que é praticado no rotativo é “uma possibilidade interessante”, avaliou o especialista em educação financeira, Reinaldo Domingos, presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin). Ele calcula que o montante pode recuar à metade.

Para as pessoas que usaram o limite além do seu orçamento, ele aconselha envolver toda a família em discussão para a “faxina financeira” em que será necessário “descer um grau no hábito de consumo” cortando assinaturas de TV a cabo, menos despesas em padaria, mercearia, consumo de água e luz, etc. . “É um antibiótico na veia”, mas imprescindível par a recuperação orçamentária, assinalou ele.

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