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Home Notícias Cidades

Estudo diz que retomada da Samarco pode gerar R$989 milhões em impostos em 2017

Por Redação
13 de dezembro de 2016 - 10:04
em Cidades
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Obras da Barragem de Nova Santarém, em Mariana (Foto: Léo Rodrigues/Agência Brasil)

A empresa belga BHP Billiton divulgou hoje (12) dados de um estudo encomendado à Tendência Consultoria Integrada sobre o impacto financeiro da paralisação da Samarco em 2017. Segundo as projeções, se a mineradora não voltar a operar, o poder público deixará de arrecadar no próximo ano R$989 milhões em impostos federais, estaduais e municipais. A retomada das atividades é de interesse da BHP Billiton que é acionista da Samarco, assim como a Vale.

Os pesquisadores estimaram que, em 2017, a mineradora poderia alcançar R$ 4,4 bilhões no faturamento direto e indireto. Segundo o levantamento, com as atividades da Samarco paralisadas, também estão em risco cerca de 20 mil vagas diretas e indiretas de emprego. Minas Gerais poderia ser afetada com o fechamento de 14,5 mil postos de trabalho. Já o Espírito Santo deixaria de contar com até 4,1 mil vagas.

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A Tendência Consultoria Integrada prevê ainda prejuízos às contas externas do país. Isso porque o setor de mineração é o segundo maior exportador. As perdas no mercado internacional são estimadas em US$ 766 milhões em 2017, afetando 3% da exportação de Minas Gerais e 8% do Espírito Santo.

Tragédia em Mariana

As operações da Samarco estão suspensas desde o rompimento da barragem de Fundão, que ocorreu em 5 de novembro de 2015 em Mariana (MG). Na tragédia ambiental, considerada a maior do país, foram liberados mais de 60 milhões de metros cúbicos de rejeitos. O vazamento provocou devastação de vegetação nativa, poluição da Bacia do Rio Doce e destruição dos distritos de Bento Rodrigues, Paracatu e Gesteira, além de outras comunidades. No episódio, 19 pessoas morreram.

No mês passado, a Justiça Federal aceitou denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) contra 22 pessoas envolvidas no episódio e quatro empresas: a Samarco, a Vale, a BHP Billiton e a VogBR, responsável por laudo que atestava a estabilidade da barragem.

No dia 21 de novembro, a Samarco deu um passo importante para poder retomar suas atividades. O Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), órgão vinculado ao Ministério de Minas e Energia, concedeu a anuência para a utilização da cava de Alegria do Sul como depósito de rejeitos.

A cava de Alegria do Sul fica no município de Ouro Preto (MG). Para usá-la como como depósito, a Samarco ainda precisa de autorização da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais (Semad). Além disso, para voltar a operar, a mineradora precisa obter a liberação de suas licenças ambientais suspensas após a tragédia.

A Samarco planeja retomar as operações com 60% de sua capacidade. Segundo a mineradora, ainda há reservas de 2,867 bilhões de toneladas no Complexo de Germano, do qual faz parte a barragem que se rompeu. O volume lhe garantiria competitividade no mercado internacional, caso consiga a aprovação dos órgãos ambientais.


A Prefeitura de Mariana também defende o retorno das operações da empresa. No mês passado, o prefeito Duarte Júnior considerou importante a diversificação das receitas, mas admitiu que a arrecadação com a mineração continua sendo a principal solução para a crise econômica na cidade. "Imagina todo dia você recebendo alguém pedindo ajuda para encontrar emprego porque tem uma família para sustentar e o município não consegue gerar renda a essas pessoas. Muita gente entra em desespero e nos incomoda. Por isso queremos o retorno da empresa, que nem resolve completamente a situação, mas minimiza o problema", disse.

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