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Home Notícias Internacional

Avião da Chapecoense não respeitou plano de voo, afirma fonte da Lamia

Por Redação
1 de dezembro de 2016 - 09:45
em Internacional
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Avião da empresa boliviana Lamia, fretado pela Chapecoense para transportar sua equipe (Foto: Divulgação/Cleberson Silva/Chapecoense)

O avião da Lamia, que caiu na Colômbia e deixou 71 mortos, entre eles grande parte da delegação da Chapecoense, não respeitou o plano de reabastecer com combustível em Bogotá, informou uma fonte da companhia.

"O avião deveria ter reabastecido em Bogotá", mas seguiu até Medellín, afirmou ao diário Página Siete Gustavo Vargas, representante da companhia aérea. A principal hipótese para o acidente é falta de combustível do avião fretado que transportava a delegação da Chapecoense e jornalistas desde a cidade boliviana de Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, onde havia chegado após voo comercial procedente de São Paulo.

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"O piloto é quem toma a decisão de não pousar porque pensou que tinha combustível suficiente", insistiu Vargas. De acordo com o funcionário, "no plano de voo havia a opção de a aeronave parar em Cobija (fronteira boliviana com o Brasil), mas logo se falou da opção de Bogotá para reabastecer".

Muitas perguntas a serem respondidas

Uma investigação está em andamento pelas autoridades colombianas, com a ajuda de técnicos da Direção Geral de Aeronáutica Civil da Bolívia. "Temos que investigar o motivo do piloto ter decidido ir direto a Medellín", explicou Vargas.

A investigação se baseia a partir "de provas técnicas, documentais e de rigor" do avião acidentado, uma aeronave BA 146, que caiu na noite de segunda-feira para terça-feira em uma remota zona a 3.300 metros de altura quando estava chegando ao destino, o aeroporto de Rionegro, nos arredores de Medellín. Alfredo Bocanegra, diretor da Aeronáutica Civil da Colômbia, declarou que "não se compreende como o piloto não se declarou em emergência se estava sem combustível".

O avião caiu com 77 pessoas a bordo: 68 passageiros e nove tripulantes, dos quais sobreviveram seis: três jogadores, uma comissária de bordo, um técnico de voo e um jornalista, todos internados em hospitais perto de Rionegro.

A cidade de Medellín fez na noite de ontem uma homenagem às vítimas da tragédia no estádio Atanasio Girardot, às 18h45 locais, 21h45 de Brasília, mesmo horário em que seria iniciada a partida de ida da final contra o Atlético Nacional.

Redação

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