Sem resultados
Ver todos os resultados
O Folha de Minas
  • Notícias
    • Gerais
    • Agropecuária
    • Brasil
    • Cidades
    • Economia
    • Internacional
    • Política
    • Turismo
  • Esportes
  • Cultura e Entretenimento
  • Educação
  • Ciência e Tecnologia
  • Saúde
  • Colunas
    • Ediel Ribeiro
    • Lenin Novaes
    • Nilson Lattari
    • Geraldo Ribeiro
    • Denise Carvalho
    • João Baptista Herkenhoff
  • Notícias
    • Gerais
    • Agropecuária
    • Brasil
    • Cidades
    • Economia
    • Internacional
    • Política
    • Turismo
  • Esportes
  • Cultura e Entretenimento
  • Educação
  • Ciência e Tecnologia
  • Saúde
  • Colunas
    • Ediel Ribeiro
    • Lenin Novaes
    • Nilson Lattari
    • Geraldo Ribeiro
    • Denise Carvalho
    • João Baptista Herkenhoff
Sem resultados
Ver todos os resultados
O Folha de Minas
Sem resultados
Ver todos os resultados
Home Colunas

Reconectar-se com o silêncio

Por Nilson Lattari
16 de outubro de 2026 - 08:13
em Colunas
Reconectar-se com o silêncio

Foto: Helena Lopes / Unsplash

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Vivemos tempos onde somos bombardeados por informações de todos os lados e elas se confundem entre a realidade e a mentira, a ponto de não sabermos em que tipo de mundo nós vivemos. Ao mesmo tempo, devemos lutar pela nossa sobrevivência, seja ela material ou espiritual. Há um momento em que devemos fazer uma escolha e, nessa escolha, considerar o valor do silêncio.

Reencontrar o silêncio é buscar a natureza, o lugar onde começamos. E onde está a natureza no meio do caos urbano e na vida frenética das cidades? Onde encontrar refúgios de calmaria, oásis de tranquilidade, quando nos faltam acessos aos lazeres culturais, o convívio em parques ou até mesmo o silêncio das bibliotecas?

Assim como as orações que fazemos no silêncio, a busca pela neutralidade diante do bombardeio de vozes, torna nossa vida um verdadeiro inferno. Há uma necessidade de ficar antenado às novidades. E novidades seriam o quê? O novo? Onde estaria o novo diante das reconstruções históricas e das tentativas de distorcer as verdades?

Ler, escrever, repensar e considerar nossos pensamentos são pontos importantes em nossas vidas. O pior silêncio é quando tentamos entender a realidade e essa realidade não bate com a coerência e os fatos. Algumas vezes, ser um crédulo nos traz mais tranquilidade do que ser o contestador, alguém que pensa e tenta se reconectar à realidade, através do silêncio.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ter coerência nos pensamentos e nos silêncios e tentar encontrar a realidade têm um preço: a solidão. Evitamos conversar, interagir, muitas vezes motivados pela possibilidade de o “outro” lado não concordar e as consequências não serem muito boas.

É claro que, para o silencioso, as atitudes humanas são fascinantes e, ao mesmo tempo, nebulosas e assustadoras. A mentira, hoje, faz parte dos caracteres. Mentir se tornou algo tão normal que a mentira se equipara à verdade. O que um jogador de futebol faz ao se contorcer com dores dignas de uma performance teatral hoje faz parte do cotidiano da política e dos relacionamentos humanos. O teatro se completa com a vontade de mostrar um conhecimento que não se tem; caminho perfeito para chegar à mentira pura e deslavada.

A fuga é necessária. E não se trata de fazer uma longa viagem ou de entrar em algum lugar isolado do mundo como um ermitão. A fuga pode ser sentar em um parque e observar crianças brincando, mesmo que o macaquinho do pensamento, pulando de galho em galho, nos faça imaginar o que elas serão quando adultas.

Uma fuga pode ser uma manhã de domingo, caminhar sem rumo sentindo o vento e os sons humanos e os da natureza serem apenas burburinhos. Ou pode ser trocar a atenção à tela do celular por uma planta que teima em nascer no meio do cimento da calçada e pensar como ela é resistente. Mas, ainda assim, ela consegue ser uma planta capaz de gerar flores ou atrair insetos.            

“Fugir” pode ser o melhor remédio. Algumas vezes amargo e outras vezes doce, dependendo da nossa capacidade de conviver e se reconectar através do silêncio.

Tags: Colunascomportamentoexcesso de informaçãomentiranaturezaNilson LattariReflexãosilênciosociedadesolidãovida moderna
Nilson Lattari

Nilson Lattari

Crônicas e Contos. NILSON LATTARI é carioca e atualmente morando em Juiz de Fora (MG). Escritor e blogueiro no site www.nilsonlattari.com.br, vencedor duas vezes do Prêmio UFF de Literatura (2011 e 2014) e Prêmio Darcy Ribeiro (Ribeirão Preto 2014). Finalista em livro de contos no Prêmio SESC de Literatura 2013 e em romance no Prêmio Rio de Literatura 2016. Menções honrosas em crônicas, contos e poesias. Foi operador financeiro, mas lidar com números não é o mesmo que lidar com palavras. "Ambos levam ao infinito, porém, em veículos diferentes. As palavras, no entanto, são as únicas que podem se valer da imaginação para um universo inexato e sem explicação".

MATÉRIAS RELACIONADAS

Adeus, Manga
Colunas

Adeus, Manga

Por Ediel Ribeiro
16 de outubro de 2026 - 09:04
O Pobre de Direita
Colunas

O Pobre de Direita

Por Ediel Ribeiro
13 de outubro de 2026 - 16:14

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  • Como anunciar
  • Contato
  • Sobre
  • Expediente
  • Política Editorial
  • Política de Correções

© 2026 Badu Editora Ltda. Todos os direitos reservados.
O Folha de Minas | (31) 3831-7884
Comercial: folhamg@ofolhademinas.com.br
Sugestão de Pauta / Outros assuntos: redacao@ofolhademinas.com.br

Sem resultados
Ver todos os resultados
  • Home
  • Política
  • Internacional
  • Economia
  • Saúde
  • Cidades
  • Cultura e Entretenimento
  • Esportes
  • Turismo
  • Ciência e Tecnologia

© 2026 Badu Editora Ltda. Todos os direitos reservados.
O Folha de Minas | (31) 3831-7884
Comercial: folhamg@ofolhademinas.com.br
Sugestão de Pauta / Outros assuntos: redacao@ofolhademinas.com.br