Cruzeiro e São Paulo entram em campo nesta quarta-feira (7), às 21h30, no Mineirão, pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro, em um confronto que reúne ingredientes para uma partida intensa, física e com muita disputa pela bola.
Para o Cruzeiro, a vitória pode representar um salto importante na briga pelas primeiras posições. A Raposa ocupa o sexto lugar, com 45 pontos, três atrás do Fluminense, quarto colocado, e um atrás do Bahia, quinto.
O time de Artur Jorge volta a campo depois de 17 dias sem partidas oficiais e chega embalado pela vitória de virada por 3 a 1 sobre o Vitória, em Salvador. O período da Data Fifa foi utilizado para recuperar jogadores e fazer ajustes, principalmente no sistema defensivo, que sofreu gols nas últimas 11 partidas.
Do outro lado estará um São Paulo pressionado e tentando encerrar uma sequência incômoda longe de seus domínios.
O Tricolor não vence como visitante há 14 partidas, considerando todas as competições. Foram quatro empates e dez derrotas nesse período. O contraste com o momento celeste é grande: o Cruzeiro está invicto há seis partidas como mandante, com quatro vitórias e dois empates, e perdeu apenas uma das últimas 11 vezes que jogou em casa.
Histórico exige atenção do Cruzeiro
Se o momento aponta vantagem para a Raposa, o retrospecto do confronto recomenda cuidado.
O São Paulo construiu ao longo dos últimos anos um histórico incômodo para o Cruzeiro em Minas pela Série A. Desde 2006, foram 18 confrontos com mando celeste: oito vitórias são-paulinas, quatro empates e cinco triunfos cruzeirenses.
O Cruzeiro conseguiu quebrar essa sequência no encontro mais recente no Mineirão, vencendo por 1 a 0 em 2025.
No primeiro turno deste Brasileirão, porém, o São Paulo levou ampla vantagem. No MorumBIS, venceu por 4 a 1, com três gols de Ferreira e um de Calleri.
Agora, as circunstâncias são diferentes.
O Cruzeiro aumentou seu rendimento como mandante no returno. Depois de conquistar 53% dos pontos disputados em casa no primeiro turno, o aproveitamento subiu para 75% na segunda metade da competição.
Duelo deve ter muita disputa no meio
O torcedor pode esperar um jogo de forte contato.
Cruzeiro e São Paulo estão entre as equipes mais combativas do Brasileirão. O time mineiro registra média de 15,54 desarmes por partida, enquanto os paulistas aparecem praticamente no mesmo nível, com 15,50.
A intensidade também aparece nas faltas.
O São Paulo comete, em média, 14,4 por partida. O Cruzeiro, 14,1. São duas das três maiores médias da competição.
Com números tão próximos, a tendência é de congestionamento no meio-campo, pressão sobre quem estiver com a bola e poucas oportunidades para conduções longas sem oposição.
O árbitro será Wilton Pereira Sampaio, auxiliado por Bruno Raphael Pires e Daniel Henrique da Silva Andrade. Rafael Traci estará no VAR.
Cruzeiro tem mais volume ofensivo
No ataque, os números dão uma pista de onde o Cruzeiro pode encontrar vantagem.
A Raposa marcou 42 gols em 28 partidas no Brasileiro e chega ao confronto tendo balançado as redes em seus últimos 12 jogos. O São Paulo marcou 33 vezes no mesmo número de partidas.
Matheus Pereira aparece como uma das principais armas celestes. O meia participou diretamente de quatro gols nos últimos três jogos do Cruzeiro.
Kaio Jorge também será referência no ataque. Ele soma 17 gols na temporada.
O problema está do outro lado do campo. Se o Cruzeiro vem marcando com regularidade, também sofreu gols em seus últimos 11 compromissos. O São Paulo, mesmo vivendo momento irregular, possui jogadores capazes de explorar esses espaços.
Calleri volta após cumprir suspensão e deve comandar o ataque paulista.
São Paulo chega desfalcado
Dorival Júnior terá problemas para montar o São Paulo.
O goleiro Rafael, com dores na região lombar; Iago, com problema no adutor; Danielzinho, com lesão no tornozelo; e Luciano, também com dores no adutor, estão fora.
Calleri retorna de suspensão, enquanto Djhordney, Igor Felisberto e Tete voltam após servirem à Seleção Brasileira sub-20.
Dorival testou durante a preparação uma formação com três zagueiros e Pedro Ferreira na armação. A tendência é de um São Paulo mais protegido, tentando reduzir os espaços e aproveitar transições.
No Cruzeiro, Artur Jorge ganhou tempo para preparar a equipe, mas ainda administra algumas dúvidas. Arroyo retornou da seleção equatoriana apenas na noite de terça-feira e sua utilização dependerá das condições físicas. Sinisterra e Gabriel Pec seguem fora.
A provável formação celeste tem Otávio; Fagner, João Marcelo, Jonathan Jesus e Rojas; Gerson, Lucas Romero e Matheus Pereira; Bruno Rodrigues, Wesley e Kaio Jorge.
O São Paulo pode começar com Coronel; Arboleda, Toloi e Sabino; Pedro Lima, Pablo Maia, Bobadilla, Pedro Ferreira e Wendell; Artur e Calleri.
O que esperar no Mineirão
O cenário coloca frente a frente duas forças contraditórias.
De um lado está o histórico favorável do São Paulo jogando como visitante contra o Cruzeiro. Do outro, o momento atual: a Raposa cresceu no Mineirão, enquanto o Tricolor atravessa uma sequência de 14 partidas sem vitória longe de casa.
A característica das equipes acrescenta outro componente. Com médias altas de desarmes e faltas, dificilmente será uma partida de liberdade no meio-campo. Ganhar a segunda bola, escapar da pressão e aproveitar as bolas paradas podem ser fatores importantes.
Para o Cruzeiro, a oportunidade está em transformar o mando de campo e o maior período de preparação em intensidade desde o início. Para o São Paulo, suportar essa pressão e explorar os espaços deixados pela defesa celeste pode ser o caminho para tentar repetir a eficiência do primeiro turno.
A bola rola às 21h30, no Mineirão. SporTV e Premiere transmitem a partida.


