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Home Notícias Internacional

Pobreza volta a subir na Argentina e atinge 32,3% da população

Indicador interrompe trajetória de queda e avança 4,1 pontos em seis meses; indigência também cresce e 44,5% das crianças de até 14 anos vivem em lares pobres

Por Redação
25 de setembro de 2026 - 10:29
em Internacional
Ataques de Milei levam Brasil a rebaixar relações com a Argentina e acendem alerta no Mercosul

Foto: Beto Barata / PL

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A pobreza voltou a crescer na Argentina e atingiu 32,3% da população no primeiro semestre de 2026, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec). No semestre anterior, o índice era de 28,2%.

Nos 31 aglomerados urbanos pesquisados pelo instituto, 9,7 milhões de pessoas vivem abaixo da linha da pobreza. A indigência também aumentou, passando de 6,3% para 7,5%, o equivalente a 2,2 milhões de pessoas.

O resultado interrompe a trajetória de queda que vinha sendo apresentada pelo governo de Javier Milei como um dos principais resultados de sua política econômica.

No início do governo, a pobreza havia saltado de 41,7%, no segundo semestre de 2023, para 52,9% no primeiro semestre de 2024. Depois, caiu sucessivamente até chegar a 28,2% no segundo semestre de 2025. Agora, voltou a subir 4,1 pontos percentuais.

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Renda cresceu menos que a cesta básica

Os números do Indec mostram uma diferença importante entre a evolução dos rendimentos e o custo de vida das famílias.

No período analisado, a renda familiar per capita avançou, em média, 11,5%, enquanto a Cesta Básica Alimentar aumentou 21,4% e a Cesta Básica Total, utilizada para definir a linha da pobreza, subiu 19,6%.

O impacto é maior entre crianças e adolescentes. 44,5% dos argentinos de até 14 anos vivem em lares abaixo da linha da pobreza.

O aumento ocorre em um momento de perda de força da atividade econômica. Em julho, o indicador mensal do Indec caiu 2,9% em relação a junho e 1,4% na comparação com julho de 2025.

O mercado de trabalho também apresenta sinais de deterioração. Dados oficiais e levantamentos recentes registram retração do emprego privado formal, enquanto empresas encerraram atividades nos últimos anos.

Governo destaca queda em relação a 2024

O ministro da Economia, Luis Caputo, reconheceu o aumento em relação ao semestre anterior, mas destacou que os índices permanecem abaixo dos registrados no auge da pobreza durante o governo Milei.

“Embora as taxas de pobreza e indigência tenham aumentado 4,1 ponto percentual e 1,2 ponto percentual em relação ao semestre anterior, ambas registraram forte queda em relação ao primeiro semestre de 2024”, afirmou.

Caputo comparou os atuais 32,3% com os 52,9% registrados no primeiro semestre de 2024. No caso da indigência, o índice caiu de 18,1% naquele período para os atuais 7,5%.

O ministro também comentou a queda da atividade econômica em julho e atribuiu parte da retração a fatores temporários, como menor disponibilidade de gás para a indústria, chuvas e nevascas acima da média e alterações nas horas trabalhadas em alguns setores.

Apesar da retração mensal, o governo destaca que a atividade econômica ainda acumula crescimento de 1,7% nos sete primeiros meses de 2026.

Os dados divulgados pelo próprio Indec mostram, porém, que a pobreza encerrou o primeiro semestre novamente acima dos 30%, depois de ter atingido no fim de 2025 o menor patamar desde o início do governo Milei.

Tags: América LatinaArgentinacrise econômicaeconomia argentinaIndecindigênciaJavier MileiLuis CaputopobrezaPobreza infantil
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