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Home Notícias Internacional

Irã promete reagir a novas sanções dos EUA, mas sinaliza possibilidade de retomar negociações

Washington amplia pressão econômica sobre Teerã, mas evita atingir diretamente grandes bancos chineses; Paquistão atua como intermediário para tentar reabrir diálogo

Por Redação
25 de agosto de 2026 - 11:21
em Internacional
Irã promete reagir a novas sanções dos EUA, mas sinaliza possibilidade de retomar negociações

Scott Bessent / Foto: White House - Divulgação

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O Irã prometeu reagir à nova ofensiva de sanções anunciada pelos Estados Unidos, mas, ao mesmo tempo, sinalizou que Washington estaria interessado em retomar as negociações para tentar encerrar o conflito, que se aproxima de seis meses.

As novas medidas foram anunciadas pelo secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, e atingem cerca de 60 pessoas, empresas e embarcações relacionadas ao Irã. O governo dos Estados Unidos ameaça ainda restringir o acesso ao sistema financeiro baseado no dólar de países e instituições que continuarem mantendo determinadas relações econômicas com Teerã.

Apesar do discurso de endurecimento, Washington evitou, pelo menos neste primeiro momento, algumas das medidas consideradas mais severas. Entre elas está a imposição de sanções diretas aos grandes bancos chineses envolvidos no financiamento do comércio com o Irã.

A China é atualmente o principal destino do petróleo iraniano e representa uma das maiores dificuldades para a estratégia americana de isolamento econômico de Teerã. O governo chinês já deixou claro que não pretende simplesmente aderir às determinações de Washington.

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Nesta terça-feira (25), Pequim afirmou que sua cooperação com o Irã ocorre dentro das regras do direito internacional e advertiu que tomará medidas para proteger seus interesses caso seja atingida pelas sanções americanas.

O cuidado dos Estados Unidos em não atingir diretamente grandes instituições financeiras chinesas também ocorre às vésperas das negociações previstas entre o presidente americano Donald Trump e o presidente chinês Xi Jinping. Uma ofensiva contra bancos do país poderia abrir uma nova frente de tensão comercial entre as duas maiores economias do mundo.

Paquistão tenta reabrir negociação

Mesmo com o aumento da pressão econômica, movimentações diplomáticas indicam uma tentativa de reabrir o diálogo entre Washington e Teerã.

Abbas Golroo, chefe da Comissão de Relações Exteriores do Parlamento iraniano, afirmou que o chefe do Exército do Paquistão, Asim Munir, levou ao governo iraniano uma mensagem dos Estados Unidos.

Segundo Golroo, a iniciativa teria como principal objetivo retomar o processo político interrompido entre os dois países.

O Paquistão vem atuando como intermediário nas negociações e afirma ter conseguido avanços nas conversas com Teerã. Entre os principais pontos estão evitar uma nova escalada militar e encontrar uma solução para a crise no Estreito de Ormuz, passagem estratégica para o comércio mundial de petróleo.

A movimentação revela uma situação aparentemente contraditória: enquanto amplia a pressão econômica sobre o Irã, Washington mantém aberta uma porta para a negociação.

Do lado iraniano, a resposta segue a mesma lógica. Teerã promete resistir às sanções e ameaça reagir caso seja pressionado militarmente, mas também demonstra disposição para discutir uma saída diplomática.

Tensão continua no Estreito de Ormuz

A possibilidade de negociação não eliminou os riscos de uma nova escalada.

Um petroleiro foi atingido por um projétil não identificado próximo à costa de Omã, na entrada do Estreito de Ormuz. Segundo a UK Maritime Trade Operations (UKMTO), o ataque danificou a embarcação e a deixou sem condições de continuar a viagem. A tripulação foi considerada segura.

O episódio reforçou as preocupações com a segurança da navegação em uma das rotas energéticas mais importantes do planeta.

Apesar disso, o mercado reagiu com relativa tranquilidade ao novo pacote de sanções. Os preços internacionais do petróleo chegaram a cair mais de 3% nesta terça-feira, indicando que investidores enxergaram as medidas econômicas como um risco menor ao abastecimento do que uma eventual ampliação do confronto militar.

O comportamento do mercado também reflete dúvidas sobre a capacidade dos Estados Unidos de sufocar economicamente o Irã sem atingir diretamente seus principais parceiros.

A China, principalmente, tornou-se peça central desse cenário. Se Pequim continuar comprando petróleo iraniano e resistir às sanções secundárias, a capacidade de Washington de levar Teerã ao isolamento econômico ficará limitada. Por outro lado, atingir diretamente grandes bancos chineses poderia transformar a pressão sobre o Irã em uma crise econômica muito mais ampla.

Por enquanto, Estados Unidos e Irã mantêm as duas estratégias funcionando simultaneamente: pressão de um lado e negociação do outro. A atuação do Paquistão poderá indicar nos próximos dias se a troca de mensagens será suficiente para levar novamente os dois governos à mesa de negociações.

Tags: ChinaDonald Trumpeconomia mundialEstados UnidosEstreito de OrmuzIrãOriente MédioPaquistãopetróleosançõesScott BessentXi Jinping
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