O sonho do hexacampeonato mundial terá de esperar, mais uma vez. A Seleção Brasileira está eliminada da Copa do Mundo de 2026 após ser derrotada por 2 a 1 pela Noruega, neste domingo (5), em East Rutherford, nos Estados Unidos. Em uma partida marcada pelo desperdício de oportunidades e pela eficiência do atacante Erling Haaland, a equipe comandada por Carlo Ancelotti viu a classificação escapar nos minutos finais e encerrou sua campanha nas oitavas de final.
A eliminação ganha contornos ainda mais dolorosos pelo roteiro da partida. O Brasil controlou boa parte das ações ofensivas, criou as melhores oportunidades do primeiro tempo e teve a chance de abrir o placar em cobrança de pênalti. Bruno Guimarães, porém, parou na defesa do goleiro norueguês Nyland, desperdiçando a melhor oportunidade brasileira antes do intervalo.
Na etapa final, a Noruega mostrou por que vive o melhor momento de sua história. O técnico Ståle Solbakken promoveu mudanças que deram novo ritmo à equipe, especialmente com a entrada de Andreas Schjelderup. Foi dele o cruzamento para Haaland subir mais alto que a defesa brasileira e abrir o placar de cabeça aos 34 minutos do segundo tempo. Pouco depois, novamente servido por Schjelderup, o camisa 9 acertou um forte chute de fora da área para ampliar e praticamente decretar a classificação dos escandinavos.
O Brasil ainda reagiu nos acréscimos. Neymar converteu um pênalti e diminuiu a diferença, mas já não havia tempo para buscar o empate. O apito final confirmou uma das maiores surpresas desta edição da Copa e encerrou precocemente a caminhada da seleção pentacampeã.
Haaland desequilibra mais uma vez
Se havia alguma dúvida sobre quem é o grande protagonista desta Copa do Mundo, Erling Haaland tratou de respondê-la em campo. Com os dois gols sobre o Brasil, o atacante chegou a sete na competição e igualou Lionel Messi e Kylian Mbappé na liderança da artilharia do Mundial.
Mais uma vez, o centroavante mostrou eficiência impressionante. Foram poucas oportunidades, mas aproveitadas com precisão cirúrgica, suficiente para derrubar uma das favoritas ao título e colocar a Noruega, pela primeira vez em sua história, entre as oito melhores seleções de uma Copa do Mundo.

Fim precoce e campanha abaixo das expectativas
A eliminação nas oitavas representa a pior campanha brasileira em Copas do Mundo desde 1990. Sob o comando de Carlo Ancelotti, a Seleção iniciou o torneio cercada de expectativa, liderou seu grupo e superou o Japão na fase de 16 avos, mas voltou a esbarrar em velhos problemas: dificuldades para transformar domínio em gols e vulnerabilidade diante de adversários organizados.
O resultado também mantém um incômodo retrospecto. A Noruega segue como a única seleção que enfrentou o Brasil mais de uma vez e jamais foi derrotada pela equipe brasileira, ampliando um tabu que já atravessava quase quatro décadas.
Noruega segue sonhando
Com a classificação histórica, a Noruega avança às quartas de final e enfrentará a Inglaterra, que eliminou o México, na luta por uma vaga entre os quatro melhores do Mundial. Embalada pela fase iluminada de Haaland e pela consistência coletiva apresentada ao longo da competição, a seleção nórdica passa a ser uma das grandes histórias desta Copa do Mundo.


