O Atlético Mineiro viveu uma noite de drama, tensão e sobrevivência na Copa do Brasil. Depois de passar quase todo o jogo dominado pelo Ceará, o Galo arrancou um empate heroico nos minutos finais e garantiu a classificação às oitavas de final nos pênaltis, impulsionado pelo goleiro Everson e pelo jovem Pascini, de apenas 18 anos.
A vaga veio após derrota por 2 a 1 no tempo normal e vitória por 4 a 2 nas penalidades.
O Atlético havia vencido o jogo de ida por 2 a 1, mas viu a vantagem desaparecer ainda nos primeiros minutos da partida decisiva.
Expulsão muda completamente o jogo
O roteiro da classificação começou a desandar antes mesmo de o Atlético conseguir se organizar em campo.
Com menos de três minutos, Cissé derrubou Fernandinho dentro da área, recebeu cartão vermelho direto e deixou o time mineiro com um jogador a menos praticamente durante toda a partida.
Na cobrança do pênalti, Alex Silva abriu o placar para o Ceará e incendiou o Castelão.
A expulsão desmontou o sistema defensivo do Atlético, que passou a sofrer pressão intensa e encontrou dificuldades para compactar as linhas de marcação.
O Ceará cresceu no jogo, ocupou o campo ofensivo e criou sequência de oportunidades. Aos 17 minutos, Melqui chegou a marcar, mas o VAR anulou o lance após identificar falta em Everson.
O segundo gol cearense parecia inevitável e saiu ainda no primeiro tempo.
Fernandinho avançou pela direita, deixou marcadores para trás e finalizou cruzado. Lodi tentou cortar, mas acabou desviando a bola nas costas de Everson antes dela entrar.
Sem conseguir reagir ofensivamente, o Atlético passou boa parte da partida acuado.
O técnico Eduardo Domínguez tentou reorganizar a equipe com alterações ainda na etapa inicial, mas o time seguiu com enormes dificuldades para competir.
Pascini salva o Galo no fim
No segundo tempo, o cenário pouco mudou.
O Ceará continuou mais próximo do terceiro gol do que o Atlético do empate. A equipe cearense chegou a acertar a trave e obrigou Everson a fazer grandes defesas.
O Atlético parecia entregue até os minutos finais.
A primeira finalização mais perigosa do Galo só apareceu aos 40 minutos, em chute de Cassierra.
Quando a eliminação parecia inevitável, surgiu o garoto Pascini.
Aos 45 minutos do segundo tempo, Cassierra encontrou belo passe na entrada da área e o jovem atacante bateu firme para marcar o gol que levou a decisão para os pênaltis.
Everson decide novamente
Se o Atlético sofreu durante quase todo o jogo, a disputa por pênaltis mudou completamente o ambiente.
Com Everson no gol, o Galo ganhou confiança.

O goleiro defendeu duas cobranças do Ceará e ainda assumiu a responsabilidade da última batida, convertendo o pênalti que garantiu a classificação atleticana.
Mais uma vez, Everson apareceu como protagonista em uma noite decisiva de mata-mata.
Classificação traz alívio, mas amplia questionamentos
Apesar da vaga nas oitavas de final, o desempenho deixou sinais de alerta no Atlético.
O time voltou a apresentar dificuldades defensivas, pouca organização sem a bola e enorme dependência de atuações individuais para sobreviver em jogos eliminatórios.
A classificação mantém o clube vivo na Copa do Brasil e assegura importante premiação financeira, mas o cenário também aumenta a pressão por evolução no restante da temporada.
O próximo adversário do Atlético será definido em sorteio realizado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), sem divisão por potes ou restrições de confrontos.






