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Home Notícias Brasil

Guilherme Boulos critica “bolsa patrão” em debate sobre fim da escala 6×1

Ministro rejeitou compensações a empresas para redução da jornada e defendeu mudança como questão de dignidade para trabalhadores

Por Redação
14 de maio de 2026 - 08:34
em Brasil
Guilherme Boulos critica “bolsa patrão” em debate sobre fim da escala 6×1

Crédito: Lula Marques/ABR

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O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, criticou nesta quarta-feira (13) a possibilidade de o governo conceder compensações econômicas a empresas para viabilizar o fim da escala 6×1 no Brasil.

A declaração foi feita durante audiência pública da comissão especial da Câmara dos Deputados que discute a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê a redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas e a adoção da escala 5×2, com dois dias de descanso remunerado por semana.

Durante o debate, Boulos afirmou que não considera razoável que trabalhadores financiem, por meio de impostos, benefícios para empresas em troca da redução da jornada.

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“Por que nós vamos falar agora de compensação, de bolsa patrão?”, questionou o ministro.

Governo tenta acelerar proposta

Mais cedo, integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e lideranças da Câmara chegaram a um acordo para acelerar a tramitação da proposta.

Além da PEC, o governo também pretende encaminhar um projeto de lei com urgência constitucional para regulamentar pontos específicos relacionados à mudança na jornada de trabalho.

Segundo o deputado Alencar Santana (PT-SP), que preside a comissão especial, ainda restam impasses sobre dois pontos centrais: eventual período de transição e possíveis medidas compensatórias para setores empresariais.

Representantes do setor produtivo têm defendido que uma eventual mudança ocorra de forma gradual.

Empresários argumentam que a redução da jornada poderá aumentar custos operacionais, especialmente em setores que dependem de escalas contínuas de trabalho, como comércio, serviços e indústria.

Entidades empresariais também discutem alternativas para minimizar impactos sobre folha de pagamento e produtividade.

Movimento contra escala ganhou força nas redes

A audiência contou ainda com a participação de Rick Azevedo, fundador do Movimento Vida Além do Trabalho (VAT), grupo que ganhou visibilidade nacional ao defender o fim da escala 6×1.

Rick afirmou ter trabalhado durante anos em empregos com jornadas consideradas exaustivas e classificou o modelo atual como “desumano”.

“Por anos, passei não me sentindo gente”, declarou.

O ativista também rejeitou a possibilidade de compensações financeiras a empresas e criticou a demora na mudança das regras trabalhistas.

Debate divide Congresso e setor produtivo

A proposta de redução da jornada sem redução salarial ganhou força nos últimos meses após mobilizações nas redes sociais e pressão de movimentos ligados a trabalhadores.

Parlamentares favoráveis à mudança argumentam que a medida pode melhorar qualidade de vida, saúde mental e produtividade dos trabalhadores.

Já setores empresariais alertam para possíveis impactos econômicos, aumento de custos e necessidade de adaptação gradual.

A PEC segue em análise na comissão especial da Câmara antes de avançar para votação no plenário.

Tags: Câmara dos Deputadosescala 6x1Guilherme Boulosjornada de trabalhoLulaPEC
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