O Cruzeiro voltou ao topo do futebol mineiro. Em um Mineirão lotado e com torcida dividida, a Raposa venceu o Atlético-MG por 1 a 0 neste domingo (8) e conquistou o Campeonato Mineiro de 2026, encerrando um jejum de sete anos sem levantar a taça estadual.
O gol do título foi marcado por Kaio Jorge, no segundo tempo. A conquista também interrompe a sequência de seis títulos consecutivos do Atlético, que dominava a competição desde 2020.
Com a vitória no clássico decisivo, o Cruzeiro chega ao 39º título do Campeonato Mineiro, reforçando sua posição entre os maiores campeões da competição.
Primeiro tempo travado no Mineirão
Como costuma acontecer nos grandes clássicos, a partida começou marcada por equilíbrio, forte disputa física e poucas chances claras de gol.
O Cruzeiro teve mais posse de bola no primeiro tempo, mas encontrou dificuldades para transformar o controle em oportunidades perigosas. O Atlético, por sua vez, apostava em jogadas rápidas e bolas longas.
Ao todo, foram apenas quatro finalizações na primeira etapa, três delas da equipe celeste.
Aos 12 minutos, Mamady Cissé levou a pior em uma dividida no campo de ataque e precisou ser substituído. Já aos 29, o lateral Kaiki fez falta em Natanael e os jogadores do Atlético pediram o segundo cartão amarelo para o defensor cruzeirense, mas a arbitragem mandou seguir.
Nos minutos finais da etapa inicial, Lucas Silva arriscou de fora da área e levou perigo ao gol defendido por Everson.
Gol de Kaio Jorge decide a final
O clássico seguia travado também no início do segundo tempo. Mas, aos 14 minutos, o Cruzeiro encontrou o lance que mudaria a história da partida.
Gerson iniciou a jogada pela esquerda, tabelou com Matheus Pereira e cruzou na segunda trave. Kaio Jorge subiu bem e cabeceou no contrapé do goleiro Everson, abrindo o placar no Mineirão.
O gol incendiou o clássico. O Atlético tentou reagir, mas encontrou dificuldades para criar jogadas ofensivas.
Hulk tentou algumas finalizações de longa distância e cobrou uma falta aos 24 minutos, mas sem direção ao gol de Cássio.
Aos 37 minutos, os atleticanos ainda pediram pênalti em lance envolvendo Preciado, mas o árbitro Matheus Candançan mandou o jogo seguir.
Confusão generalizada após o apito final
Infelizmente, nem tudo foi festa. O clássico terminou em confusão generalizada dentro de campo, envolvendo jogadores das duas equipes.
A briga começou após um choque entre Christian e o goleiro Everson na área do Atlético. O goleiro reagiu ao lance e os jogadores do Cruzeiro partiram para cima, iniciando um tumulto que rapidamente se espalhou pelo gramado.
Segundo a súmula da arbitragem, divulgada na madrugada desta segunda-feira (9), 23 jogadores foram expulsos após o encerramento da partida.
Entre os expulsos estão nomes importantes das duas equipes, como Cássio, Fagner, Fabrício Bruno, Lucas Romero, Matheus Henrique, Gerson e Kaio Jorge, pelo Cruzeiro, além de Everson, Lyanco, Junior Alonso, Renan Lodi, Alan Franco, Cassierra e Hulk, pelo Atlético.
O árbitro relatou que, devido ao tumulto, não foi possível aplicar os cartões em campo durante o confronto.
A situação só foi controlada após a intervenção de seguranças e policiais militares, que entraram no gramado para separar os jogadores.
Próximos compromissos das equipes
Após a decisão estadual, Cruzeiro e Atlético voltam suas atenções para o início do Campeonato Brasileiro.
Cruzeiro
- Flamengo (fora) — 11 de março
- Vasco (casa) — 15 de março
- Athletico-PR (fora) — 18 de março
Atlético-MG
- Internacional (casa) — 11 de março
- Vitória (fora) — 14 de março
- São Paulo (casa) — 18 de março
Um título simbólico para a Raposa
Além de encerrar o jejum de sete anos, o título também representa um marco para o Cruzeiro após temporadas recentes de reconstrução.
Diante do maior rival e em um Mineirão com arquibancadas divididas, a equipe celeste voltou a levantar o troféu estadual e iniciou a temporada com um título que pode servir como impulso para os desafios nacionais.






